Sorte para 2012

“O poder de sua mente deve voltar-se ao bem”, dizia a sorte do biscoito que eu ganhei na primeira sexta-feira deste ano / uma semana atrás.

Como metade do biscoito caiu, fiquei mais tranquila de consumir o que restou, assumindo que poderei trabalhar o foco da minha mente aos poucos, no meu ritmo. Fica registrado esta máxima, uma meta para esse ano que se inicia: Pensar nas coisas boas, ser otimista e utilizar as peneiras – verdade, bondade e necessidade – com mais frequencia.

Uma ótima sorte para todos nós neste novo ano que se inicia.

(Que começa década se considerarmos que a contagem de anos cristã começa no ano 1, né?)

2 comments janeiro 13th, 2012

Pensamentos conspiratórios

Outro dia tive a oportunidade de fazer uma das viagens que eu fazia diariamente e nela me ocorreu uma curiosidade quanto a nomeação de lugares.  Na verdade, de um só: os Estados Unidos da America.

Como chamar um nativo?

Americano? A rigor, qualquer habitante das Américas poderia requisitar esse tratamento.

Norte americano? Fica um pouco mais preciso, mas novamente, é aplicável também a mexicanos e canadenses.

Estadunidense, como aparece em alguns textos mais conspiratórios? Basta lembrar que o Brasil já teve seu tempo de “Estados Unidos”.

Me pergunto então se essa falta de identidade propria tem algum impacto. Na autoestima, sei lá, a essa belicosidade com todo mundo.

Add comment junho 30th, 2011

Big Brother Policial

Oportunamente eu estou em casa nesse período movimentado e fortemente documentado pela mídia desta operação das forças do Estado na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão, assistindo o desenrolar desse Big Brother Policial. Assisti a fuga da Vila Cruzeiro com a  alegria de quem quer ver as coisas se encaminharem para o melhor, apesar da presença do “ao vivo” tolher algum dedo nervoso se tornar juiz e executor de uma pena quer nem existe no país.

Quando começaram a surgir as denúncias de abuso nas revistas depois da ocupação,  só me ocorreu uma coisa:

O que se esperava? Não chamaram a operação de Gerra? Populações de áreas em guerra eram tradicionalmente pilhadas, vandalizadas pelos vencedores do conflito.

Quero acreditar que esses casos sejam exceções. Que evoluímos e que sejamos conscientes de que essas formas de comemoração não são mais admissíveis. Que não sejam  ponta de um iceberg, chamarizes por temor que mais condutas contemporaneamente inadequadas venham a público.

A presença da mídia neste evento induziu um nível menor de violência, talvez? Esperemos que não perca o efeito tão cedo, ajudando a criar um cultura mais…humana, quem sabe?

Add comment novembro 30th, 2010

Ressaca de epifania

Parece ser um produto da epifania um monte de ideias que depois se esmaecem e não se sustentam. A medicação leva embora o pique que me inspirava, aparentemente. Me pergunto se eu não desaceleraria naturalmente se o processo não fosse interrompido com medicação.

Pela segunda vez essas descobertas-certezas-experiências que eu inicialmente chamei de “epifania” foram interrompidas. Desta vez não é fácil para mim identificar quando foi essa interrupção: não houve uma transição de ambiente do tipo casa-hospital como em 2007.  Tampouco consigo definir um começo, uma vez que apesar da realidade adquirir cores fantásticas, para mim faz sentido.

Fico com a impressão de que é uma questão de tradução, que estou “vendo”, “aprendendo”, coisas que eu não consigo expressar por aqui, no “mundo real”.

Minha esperança vem dum período pouco antes deste novo episódio onde explorei um pouco linguagens como a música, a dança e até mesmo o olfato como formas de expressão, confortável com versões de mim refletidas uma a uma nas seis portas do meu armário. Esse “episódio” não contou como doença. Acho que por que não afetou muito o próximo. É bem verdade nesses cultos a minha consciência não se afastava muito do padrão, mas não consigo dissocia-lo da experiência-doença como um todo.

A verdade é que eu tinha esperança que essas novas ferramentas de expressão me ajudassem a não apavorar quem estivesse à minha volta quando eu tivesse uma desses epifanias. Mas nem a medicação de controle nem as formas alternativas de expressão ajudaram agora. O teatro sagrado que montei à minha volta ainda era assustador – não há nada de discreto em aspergir perfume no seu quarto quebrando o vidro do mesmo quando você adquiriu o hábito de acender incensos por lá.

Então estou aqui. Na ressaca da lição.

Já sem rigidez me proibindo de me erguer, banhar, comer, beber, esfregando na minha cara o quanto eu posso ser dependente dos outros. Costumam botar a raiva no rol dos vilões, mas ela me valia para fechar os punhos, trançar os dedos e ajudar minha família a me mover. Sinto-me mal por dar tanto trabalho, então de boa vontade esperava um rompante de exaustão por parte delas que graças a Deus nunca veio (o que não me impediu de me imaginar com as marcas que esse estresse poderia gerar).

Acho que houve uma lição sobre alimentação aqui: Tem historinha delirante sobre o que eu comia ou não. Além da possibilidade física, lembro-me de estar como que fraca nessa fase, tinha toda uma mitologia sobre o que eu comia e bebia. Cada refeição era  uma celebração e tudo tinha seu motivo para ser ingerido. Deus abençoe os coqueiros, vivi a base de água de coco por um tempo!

Já voltei ao normal, se não estou dormindo estou comendo e vice-versa. :)

Melhor parar por aqui. Não lembro de texto grande por aqui e meu nariz já está congestionado pelas lagrimas que este exercício de escrever sobre o ocorrido me fez derramar. Também não me ocorre grandes adições a serem feitas por hora. Melhor publicar  logo antes que eu  me arrependa ou a light apague de vez a luz por aqui!

Add comment outubro 23rd, 2010

Blog Action Day

A idéia hoje(ontem) é escrever junto com outro monte de blogueiros sobre um tema de de relevância global. O tema do Blog Action Day desse ano é AGUA.

Change.org|Start Petition

Mesmo morando num país tão bem servido em termos de água, não deixo de lembrar de buscar água em garrafas pet num poço artesiano de um vizinho solícito. Banhos de balde por que a pouca “água da rua” destinada praquele bairro praticamente rural do Rio de Janeiro já havia sido bombeada para a piscina de uma das casas de praia.

A água potavel por aqui é mais uma questão de planejamento. É o que me parece, exceto talvez pelo Nordeste, mas mesmo alí volta e meia aparecem propostas para irrigação.

1 comment outubro 15th, 2010

Recaída?!

Não posso negar mais uma certa tristeza.

Minha “doença” voltou a incomodar os outros e por isso estava novamente numa maratona, me entupindo de remédios. Incapaz de me erguer, vestir ou alimentar.

Isso joga a auto-estima, já inexistente da pessoa no chão.

Tentei levar na boa. Cerrar os punhos e me erguer mesmo quando a força era insuficiente, para não ser um peso morto para os meus familiares.

Mas não gosto nem um pouco da idéia de ter que fazer hemograma toda a semana. Na verdade, nem da idéia de me drogar pro resto da vida, que é o que meu psiquiatra não diz mas deixa entrever quando diz que eu utilizarei lítio por muito tempo.

(Antes que algum “Poliano” se adiante: Sei que deve ter gente muito pior do que eu por aí, mas a existência deles deixou de me trazer conforto tem um bem tempo.)

Melhor eu parar por agui, enquanto o teclado não se importa com a chuva de lágrimas que se anuncia por aqui.

Athé +, p-soal!

2 comments outubro 7th, 2010

# Russos no Aritmante?;

Sim, Russos no Aritmante, cada vez mais! E sabe por que?

Não, não me refiro às propagandas de saunas duvidosas que vem sendo eliminados pelo Askimet. Refiro-me a leitores reais que pretendo atrair pra cá a partir dos textos explorando os falsos cognatos entre russo, português e e-eventualmente, inglês. Acho que será deveras divertido!

Para começarmos proponho um texto sobre o /nada/ e a necessidade, seguido  de um explorando o termo “/drug/”. O Backup em inglês será feito, na medida do possível em Paruski Studientka. (que é um projetinho paralelo a esse)…

1 comment setembro 20th, 2010

Psicohistória 2010

Seriam os trapalhões, na verdade, Psicohistoriadores?

Trapalhões (via @GugaAlves em Seriam profetas os trapalhões?)

    E uma coisa vagamente relacionada com minhas idéias epifânicas neste ano em  12.02.2010  foi o post Os games educam?, da Revista Trip.

    TErei mais links desses em breve, já que estou surtada de novo…. ¬¬

    Saudações algébricas,

    Athé +!

    Add comment setembro 11th, 2010

    АФТАШСФТВЩ,

    Pequeno teste feito com o teclado configurado para o alfabeto cirílico.

    Continue Reading 2 comments setembro 10th, 2010

    Sobre as “Linguagens”

    Dizem que quem sabe, faz, quem não sabe, ensina.

    E isso tem lá seu fundo de verdade. Por que, ao ensinar, a esemplo do que [....] aconteçe no serviço de todos nós sempre se aprende alguma coisa – por menor que pareça.

    Talvez esteja ficando um pouco confuso. Pode ser o esforço na tradução. Não nos esforcemos ainda, tudo a seu tempo.

    Graça e pais daquele que era, que é e que {, em breve[....]} vem.

    Add comment setembro 8th, 2010

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