Archive for outubro, 2007

Desventuras rodoviárias (em série)

Caí do finzinho da escadaria do metrô indo para o trabalho, logo depois de passar pela roleta com o guarda-chuva e a capa que, apesar de me fazer parecer o pintinho do Gugu me manteve bem aquecida quando peguei o tarifa para vir para o trabalho no começo da semana.

Só para variar eu caí em cima do pé. Direito dessa vez. Acho que, enrolada com a remoção do capa e o fechamento do guarda chuva, não percebi que a escada ainda não tinha acabado.

Um dos guardas do metrô me socorreu: ofereceu o braço para me ajudar a subir novamente as escadas, passou gelol no tornozelo e recomendou que eu botasse gelo assim que possível. Perguntou se eu queria que levasse para o hospital:

- E para onde vocês me levariam?
- Depende. Se você tiver plano de saúde, para um hospital bacana. Senão, para o matadouro.

Insisti e acabei descobrindo que o “matadouro” seria aquele hospital perto do Campo de Santana, o Souza Aguiar. Como hoje qualquer hospital nessa cidade submersa pela chuva vai estar atulhado de gente com coisas bem piores do que um pé torcido, disse que iria para o trabalho (ah se não fosse o último dia para a entrega do relatório da consultoria!) mesmo.

Aí ele puxa o interfone, consulta alguém e me puxa um formulário de ocorrências com clientes do Metrô-Rio, que malandramente, faz todo mundo que se acidenta por lá assina-lo declarando que recusou ajuda médica. Deixei o guarda acabando de preencher as vias do “BO” e foi, manquitolante, me aventurar no metrô.

Pensa que acabou? Ah meu bem, você ainda não viu nada!

Para economizar os passos, fiquei na ponta da composição, perto da porta. Só que, justamente aquele estava sem ar-condicionado.

Conclusão: Já fragilizada, comecei a enjoar, sentir-me tonta e com vista a nublar. Sem espaço hábil para negociar um lugar para pedir primeiros socorros para lipotímia, eu tentei sair na Central, sem êxito. Só consegui me cuspir para fora do vagão na Presidente Vargas!

(Por isso eu prefiro o trem. Lá sempre dá para abrir a janela e encontrar ar. Quando eu tive quase-desmaiei na época da facul fui rapidamente socorrida pela galera do Japeri!)

Sentei no chão, deixei passar umas duas composições, liguei para casa pedindo que avisassem no trabalho. Minha mãe sugeriu que pegasse um táxi, mas depois consegui sair do metrô e eu vi o volume de água alagando o centro do Rio de Janeiro eu quase comemorei por ter decidido seguir a sugestão do guarda na estação Presidente Vargas de mancar até o vagão feminino e continuar a viagem de metrô mesmo!

Depois de chegar totalmente encharcada no trabalho e botar gelo no pé torcido liguei novamente para casa e nada. Momentos depois minha irmã liga do celular dela para mim: lá em casa estava sem luz (agora já voltou).

Ô diazinho. Tô com medo dele agora. Vou acabar esse relatório de uma vez, assinar, desova-lo na mesa da chefia (torcendo para eles assinarem logo, nenhum deles chegou ainda) e me mandar para casa. Espero ficar segura (e seca) debaixo das cobertas!

Add comment outubro 24th, 2007

Mixaria é o (seu) ***

O imagem do despeito é o homem chantageando a mulher com a expressão “regulando a mixaria”. Ou talvez imagem do despinto seja um termo mais adequado. Vai saber.

Eu regulo mesmo. A “mixaria” é minha, não sua nem de mais ninguém. É meu dever administrá-la e se eu optei por não conceder concessão de uso da minha “mixaria” pela sua “mixaria” vá atrás de alguém que aceite os seus termos, ué!

Como alguém considera ficar com alguém que manda uma dessas? Mixaria?! Se é tão irrelevante assim por que se insiste? Simples: Por que sabe que não é homem o suficiente para aquela garota/moça/mulher querer.

Eu não quero negociar termo de concessão de uso com quem tem uma “mixaria” para oferecer – pois é isso que têm homens que usam esse argumento ridículo. “Mixaria” de companheirismo, “mixaria” de respeito, “mixaria” de amizade e provavelmente uma “mixaria” também onde estão pensando, seja lá o que for.

Que procurem uma torta, pratiquem 5×1, façam um furo na parede do quarto, sejam criativos. Prefiro que a minha “mixaria” vá para os insetos do que para tipos desse.

PS: Aposto que esse pessoal que usa essa expressão não gostaria de estar no lugar desse marido. Provoca!

PS2: Isso é um texto reciclado do meu micro que não quer abrir os meus textos antigos não-publicados, e está servindo também para eu testar a utilização do Tecnhorati!
Technorati Profile

Add comment outubro 23rd, 2007

And the oscar goes to

E saiu o resultado do Concurso do Cardoso. Bem, eu não ganhei o pendrive no final das contas, mas quero ser a primeira a parabenizar o Ênio pelo prêmio.

Também, como concorrer com gente do quilate do Ênio, do Pato Loko e do Jonny (esse já até agradeceu, tb não dorme…)? Não botei o nome do Ênio todo por que sou íntima, a gente até faz chat nos comentários. Pelo menos eu era, antes do fora do post anterior. Espero que essa puxação homenagem divulgação me faça cair nas graças dele de novo, já que agora ele é o feliz ganhador do (masculino mesmo, enchi de tentar adivinhar se essa tranqueira é feminino ou masculino, até pq esse é cinza, se fosse cor de rosa eu botaria no feminino) pendrive do Cardoso!)

Também, nem era verde o pendrive mesmo… (sim, momento Raposa de La Fontaine mesmo eu já tendo um pendrive – devia ser feminino por ser roxo, mas aí não dá para dizer que eu também tenho aquilo roxo!). Despeitos a parte, ganhei link e visita do grande Pai Cardoso e ainda tive o PS do final do post reciclado para o edital de convocação dos ganhadores, comparem só:

O meu PS, no fim do meu conto:

PS: Eu imaginei uma pata, por que zoofilia e homosexualismo ao mesmo tempo é demais para a minha cabeça! Sim, eu sou somente uma criança ingênua, na medida do possível…

Trecho do edital, convocação do Ênio:

1 – Enio Luiz Vedovello – Foi um dos poucos que escreveu do ponto de vista do pato. Ou melhor, da Pata, já que homo-zoofilia-interespécies já seria demais para uma história só.

Mas como foi para o conto do Ênio tá tudo certo! Mesmo tendo se atrapalhado enquanto assistia alguma coisa da Luciana Vendramini e trocado a ordem do i e do t de “Aritmante” quando foi linkar o meu conto (mas o link tá fincionando, deve ter usado ctrl+c, ctrl+v para a minha sorte!). Certamente ele me achou com jeito de artista!

Bem, parabéns a todos! E antes que eu me esqueça, recomendo também o texto do Evandro do Parem o mundo, na minha opinião um dos mais engraçados.

4 comments outubro 21st, 2007

Pai nosso às avessas

Tenho percebido nos últimos tempos como as coisas estão ficando invertidas. Vê bem se essa versão do Pai Nosso não parece mais com o que estamos vivendo do que a tradicional:

Pai Nosso que estais nos céus,
santificado seja o nosso nome,
venha a nós o nosso reino,
seja feita a nossa vontade
assim na terra como nos céus.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem vos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-vos do mal.

E não adianta olhar para o lado e dizer “eu não faço isso” por que duvido que haja muita gente que nunca tenha trocado nada em pelo menos um dos versos.

2 comments outubro 20th, 2007

Bed news

Fiquei sabendo que Pai Cardoso está trabalhando. Então vou seguir o exemplo dele e pegar leve com a cibervadiagem.
 
Não que eu não tenha nada a fazer na web, tem contatos a serem feitos, feeds para ler e respostas a dar. Estretanto existe um relatório que se não estiver pronto na próxima semana… não quero nem imaginar, a coisa vai ficar feia para o meu lado.
 
- Ah, deixa de frescura! Você pode ficar na web em casa, não pode?
 
Até poderia: De eu não tivesse dado um jeito nas costas quando estava fazendo ginástica laboral. (Depois me perguntam por que eu não faço exercícios físicos, ei essas coisas doem!) Então em casa é só banho e cama.
 
E pra completar vim para o trabalho hoje num ônibus a 10º, 15º! Eu queria muito entender o que leva alguém a achar que isso é uma temperatura agradável. Passei metade da viagem esfregando as pernas num engarrafamento miserável. Preferia ter vindo num “quentão”, mas infelizmente eu estou muito medrosa com essa coisa das costas, então quis vir em algo com um bom apoio (era bom, mas o encosto do piratão que eu peguei de volta pra casa onde estava bem melhor, por ser mais adequado ao meu tamanho).
 
Então era isso. Não sei se vou no BarCamp Rio, agora com essa. Talvez eu melhore até lá, mas é melhor não contarmos tanto assim com isso… :(
 
PS: Só para não deixar o Enio no vácuo por muito tempo:
Que mané timidez que nada! - Não se deprima, parece que o Cardoso vai ler os nossos blogs, ainda que em papel!
Blog Action Day – Longo prazo é muito tempo para a vi$ões. Mas eu acho que não tem mesmo estudos sobre trabalho X trânsito, é uma coisa que eu estudaria se fosse fazer mestrado na ENCE.
Chá verde – Eu também já tomei muito chá de mato, mas eu escolhia os gostosos como capim-limão ou folha de pitanga para as minhas brincadeiras inglesas. Chás de gosto ruim como os de broto de goiaba era só eram degustado por motivo de força maior (doença). Me recuso a comprar em lata que eu já achei ruim!

Add comment outubro 18th, 2007

Chá verde

Se existe algo de muito desagradável ao paladar essa coisa é chá verde. Eu costumo dizer que qualquer coisa fica boa com açúcar; mas hoje, ao ser solidária a ajudar um colega de trabalho a acabar com o estoque de chá verde que tínhamos de reserva para não ficarmos tomando café direto, lembrei-me de um princípio muito verdadeiro, que é:
 
Chá verde, nem o açúcar te salva!

Add comment outubro 17th, 2007

Aviso

Sei que estou devendo um ou mais posts sobre o meu final de semana na comunidade Canção Nova, mas o fato é que, por algum motivo desconhecido o meu PC resolveu dar chilique e tivemos que formata-lo. Com isso adeuzinho às fotos que eu tirei lá.

Vou ver se restou algo na câmera, mas como fomos para Nova Friburgo no final de semana posterior à ida a Cachoeira paulista, não sei se conseguirei muito material para ilustrar posts.

E acabou o post. Foi só para avisar mesmo. :(

Add comment outubro 15th, 2007

Blog Action Day

Marcando minha singela presença no Blog Action Day, aqui vão algumas questões que eu me fiz nos últimos tempos sobre o meio ambiente, sustentabilidade e coisas do tipo:

A primeira coisa envolve trabalho e trânsito: Por que os postos de trabalho são tão longe de onde as pessoas moram? Tipo, aqui no Rio a maioria das empresas de call center são no centro, enquanto a maior parte dos trabalhadores mora na zona oeste ou então na baixada fluminense. Se essas empresas se instalassem naquelas áreas haveriam benefícios vários: O trânsito para o centro diminuiria, os funcionários gastariam menos tempo se deslocando e talvez até a empresa economizasse com vale transporte. Essa última conseqüência da mudança talvez não ocorresse, já que há uma tarifa única de ônibus no município do Rio de Janeiro fixada em R$ 2,00, mas muitas linhas de trajetos mais curtos fazem promoção para pagamentos em espécie e creio que algo similar ocorra nos municípios da baixada fluminense.

Outra questão envolve a coleta seletiva. Onde as pessoas querem fazer a coleta dessa forma não tem onde botar, um exemplo é lá em casa, onde eu poderia até incentivar as pessoas de lá a separarem papel, lata, vidro, plástico e a parte orgânica mas a frustração seria grande ao perceberem que quando coletam vai tudo para a mesma caçamba. Já onde tem as caçambinhas coloridas parece que se joga o lixo nas caçambas de acordo com a cor favorita: A minha é verde, então eu deveria jogar ali todo o meu lixo, independente da existência de vidro nele!

Veio-me agora à lembrança a minha revolta na infância com o lançamento de esgoto in natura no mar. Uns dez anos depois a discussão surgiu à baila e o que se fez? Um emissário submarino para jogar a merda mais longe! ¬¬

Por essas coisas o meu lado pessimista acredita em Matrix: Estamos no auge da civilização e daqui para frente é ribanceira abaixo…

Add comment outubro 15th, 2007

Piadinha sobre as origens do TLC

Produzida no MSN com um colega do TLC, enquanto discutíamos as origens do TLC:

Deus criou os céus e a terra.
Aí ele virou e disse para JC:
- E as reuniões do TLC serão fechadas para aqueles que nunca “subiram”.
Jesus virou para o Pai e perguntou que raios era TLC. Então Deus respondeu:
- Meu filho, TUDO ESTÁ PREVISTO!

Add comment outubro 11th, 2007

Tempo de sair do armário

Acalmem-se, eu não fiz nenhuma descoberta causadora de problemas sociais com relação à minha sexualidade. Somente descobri no blog do Edu que hoje é comemorado em alguns lugares o “Coming Out Day”, ou de acordo com a tradução do Edu, “Dia de sair do armário”. E tive a idéia de fazer, assim como ele, um post falando não exatamente sobre a descoberta da sexualidade – que é com o que se associa normalmente a expressão – mas sobre os lugares escuros, apertados e desconfortáveis que nos quais “vivemos” sem perceber que está numa prisão (como diria o Alex Castro).

Curiosamente uma das prisões que o Alex descobriu foi justamente a heterosexualidade, mas deixemos o plural para o especialista. Vou me arriscar um pouquinho no terreno só para comentar hoje sobre a TIMIDEZ.

Desde o concurso do Cardoso, no qual eu me inscrevi com este texto mesmo já tendo um(a) pendrive*, tenho mudado um pouco a minha relação com essa coisa de blogar. Gradativamente, estou deixando de ser uma ilha para me interligar com algumas pessoas/blogs, e recebendo até alguns retornos.

Hoje, enquanto redigia a minha apresentação para a lista de discussão na qual me inscrevi para ver se eu fico mais safa na parte de configurações do blog, percebi como a minha timidez pessoal é perceptível também para na minha personalidade de internet. Convenhamos, uma pessoa que usa pseudônimo na internet, que é um lugar onde você nem precisou levantar, andar até o púlpito e pegar o microfone para falar, não deixa de ser um indicativo de timidez!

Os passos que dei até agora nessa empreitada fora-timidez, vamos-movimentar-esses-blogs foram:

  1. Criar um projeto delineadinho, com algo parecido com um cronograma e objetivos, como o Bibliogando. Isso ajuda a ter um pouco mais de disciplina, parece!;
  2. Assinar feeds. Isso revolucionou a forma como eu usava a internet, apesar d’eu continuar recebendo o resumão de notícias da globo.com por pura preguiça de ler os feeds de notícias. E me permitiu navegar mais por blogs, já que não corro o risco de um template mais ousado denunciar o meu surf! :P
  3. Participar de um Meme. Na verdade participei de dois, mas não sei se o segundo conta tanto, já que não está tããão assim especificações.
  4. Assinar os feeds de quem participou do meme. Acho que isso eu quase consegui. Agora só falta LER todo mundo! ;)
  5. Comentar nos blogs dessa galera. Em algum momento surge algum assunto que se possa dar um pitaco, então, quem sabe, a pessoa até visita o seu blog também. O que deu mais certo foi comentar nos posts do meme que uniu os blogs!

Um outro passo no combate à timidez e às moscas que rondam os blogs pequenos como o meu, segundo o Edney, é participar de fóruns e lista de discussões. Estou tentando participar de duas, o Blogosfera para o Aritmante e o Atelier On-Line para o Bibliogando, mas com esse meu tato com as pessoas que me é peculiar tenho até medo de responder qualquer coisa! Acho que terei que procurar grupos mais específicos em breve, mas como não estou dando conta destes + trabalho imagina se me cadastrar em mais! Aí que eu não faço mais nenhum relatório e não recebo nunca mais! (Aliás, acabei de prometer que semana que vem eu acabo um que eu rascunhei um pouco e deixei para lá, então eu TEREI que sumir no mapa virtual!)

No mundo real eu sou uma extrovertímida. Uma pessoa que é minimamente extrovertida para a sociedade, se solta em debates com pessoas conhecidas, trata de assuntos totalmente superficiais com absolutos estranhos. A mesma pessoa que tem:

  • aversão a telefone;
  • não consegue organizar uma saída com colegas do segundo grau;
  • prefere se engasgar com um copo d’agua quando solicitada a emitir uma opinião;
  • e quando não tem jeito e precisa falar em público fica roxa, quase arranca os cabelos de tanto alisa-los (como na defesa da minha monografia), gagueja, baba e trança as pernas mesmo sem estar bêbada simplesmente por estar com um microfone na mão (como naquela parte de perguntas num seminário, que se você não pergunta vai ficar sem saber).

Pode parecer estranho, mas uma coisa que me impede de ser uma reclusa total é a Igreja. Podem dizer que religião é uma prisão, mas se eu disser que fiquei tolhida por participar de movimentos como o EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo) e o TLC (Treinamento de Liderança Cristã) é mentira. Se hoje sou uma pessoa mais socializável, isso é grande parte resultado da minha participação, ainda que sazonal, na minha paróquia.

Mas isso é assunto para o Bibliogando, que é onde eu vou botar as minhas experiências diretamente ligadas à religiosidade. Credo, deixa eu parar que nem eu estou mais agüentando o tamanho deste texto, chega. Desviei total do foco. Chega-chega. Athé +.

* Não tenho certeza se pendrive é feminino ou masculino, mas gosto de pensar que é masculino para poder dizer que tenho aquilo (pendrive) roxo!:D

PS: Estou emocionada por que o Juliano me classificou como cronista na lista de blogs dele! Até arrisco dizer que o post acima foi só uma desculpa para fazer esse agradecimento público e prometer que quanto eu tiver um tempo em casa para mexer no layout te incluirei por aqui. Obrigada! :D

Add comment outubro 11th, 2007

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