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Tentando fugir do meu readquirido vício em romances de jornaleiro, acabei encontrando esse livro de Danielle Stell. Lembrei-me imediatamente de Uma criança no inferno, relato real da infância de Dave Pelzer, um dos piores casos de abuso físico infantil dos Estados Unidos.
Foi difícil. Estava me acostumando aos finais felizes dos romances água com açúcar. Interrompi a leitura para começar a rascunhar este post, com a verteza de que valeria a pena um post só para ele.
Desta vez a violência se passa com uma menina. A mãe ainda é a agressora, mas a família é abastada o que não é usual nesses casos. O pai continua sendo um covarde.
Aliás, nesses livros é que se tem noção de o quanto a omissão também é horrível. Dá uma vontade de enfiar porrada também nos pais que não fazem nada para defender seus filhos das agressões. (Embora isso seja uma visão difícil, uma vez que eu mesma raramente não me omito)
Foi com alívio que eu vi o livro sair das agressões e a garota ser enviada para um convento pela mãe. Afinal no outro livro que eu li com essa temática a história era interrompida (era uma trilogia) quando resgatavam o menino, o que deixava o livro só com passagens de violência.
Foi interessante ver ela se fortalecer na sua vocação (era uma hábil escritora) e vencer na vida, apesar de passar por mais violência na vida adulta. Boa leitura.
Tags: Livro
novembro 26th, 2008
Sinto me uma tela vazia desde o ano passado. Certezas que eu tinha como não gostar de coca-cola agora passaram a ser nada, tomo coca cola numa boa.
Sou Estou (não quero imaginar que essa situação seja permanente) indiferente a maioria das coisas. Menos a Morpheus, mas acho que é só por que ele não me perturba muito.
Acho que vou deixar a poeira cair por mais tempo sobre esta tela e deixar aparecerem algumas aranhas. Quem sabe não surge daí algum esboço para eu voltar a desenhar minha própria vida?
Tags: filosofia?
novembro 25th, 2008
Tive uma idéia meio maluca: Fazer um post com todos os comentários que eu fizer durante um dia. Na verdade, vou deixar que os ping/trackbacks façam o trabalho de comentar efetivamente nas páginas (Ê preguiça) e tentar fazer um texto amarrando tudo.
Mais do que uma atitude preguiçosa, isso me permitirá gastar menos da minha cota de internet no trabalho! Com a vantagem de me dar algo sobre o que postar!
Vamos então a essa pequena experiência-piloto neste sabadão dia de hoje: espero que vocês se divirtam.
(Acho que vou limitar a só cinco três, para que eu consiga fazer o link das coisas e também para ter mais coisas para comentar!
Lição dos comentários de hoje: Caso o twitter acabe teremos mais tempo para não repetirmos posts e para não arrumarmos um namorado!
Tags: exercícios
outubro 22nd, 2008
Sim eu edito meus comentários se eu não gosto deles. A maioria deles eu até apago.
Ditadora eu? Talvez. Mas não deixar que fiquem espalhando o quanto eu calço ou as minhas medidas bem sob as minhas fuças.
Por que eu não quero que saibam quanto eu calço, minhas medidas e coisas do gênero? Bem algumas dessas coisas eu já até contei por aqui antes, quando estava no auge da minha dodoiziçe. Mas agora não gosto mais dessa idéia.
Não sei por quê, só não gosto. E como por aqui quem manda sou eu ficamos assim.
outubro 20th, 2008
Mais um meme, dessa vez proposto pelo Kajiya Melhor eu escrever o nome dele, posso errar o sobrenome… Mário.
A idéia é ir no tal do Wordle e descobrir como eles trabsformam em imagem as principais palavras do seu blog. O que sé uma ótima para mim, que sempre quis botar rótulos/tags por aqui e nunca consegui fazer direito.
Só tem um porém: Eu não consegui fazer isso nos meus momentos diários de cibervadiagem, pq o tal site não aparece direito do trampo. Então só fiz algumas anotações enquanto tomava coragem para acessar de casa.
Aqui está o resultado:

Para quem quiser participar da brincadeira, fique à vontade!
outubro 11th, 2008
Para variar estou em crise: Não sei se vou ou não vou no tal do blogcamp Rio.
Motivos? Tá um frio da muléstia aqui no Rio. Na verdade talvez nem esteja tão frio assim. Mas chove torrrencialmente.
Isso aliado ao fato d’eu morar a aproximadamente 60km de distância da N.A.V.E. e ter que pegar só uns três tipos de transportes diferentes para chegar lá. Dá preguiça só de pensar.
Fora que tem o meu recem-adquirido trauma de convenções. Como vcs sabem voltei do último que eu fui com um probleminha psiquiatrico na mochila. Oo
E eu fiquei muito bolada com os tios Cardoso e Nick Ellis falando que não valia a pena ir via twitter.
Vou acabar indo. E sendo barrada por não ter “Thera Vector Fajyn” gravado na minha cédula de identidade. Resta a pizza com o ex.
Tags: blogcamp
setembro 26th, 2008
E para completar a série de livros que tenho lido recentemente (já que não me ocorre mais nada para postar) temos um livro mais cabeça, tal como o anterior emprestado por uma colega do trabalho. Não é um romançe de banca de jornal, como o título pode sugerir, mas sim um livro-denúncia sobre as condições da sociedade chinesa desde a invasão japonesa até a morte de Mao Tse-Tung.
Aliás esse tal de Mao era um grandessíssimo FDP, que para se manter no poder destruiu seu país e a vida de famílias como a dessas “três filhas da China”. Mostra como o poder pode corromper grandes ideais.
O que me chamou a atenção era a facilidade que era para trocar de nome, só pedir para o pai e pronto!
O livro mescla descrições sobre a situação do país com as histórias de três gerações de mulheres chinesas, desde a época em que quebrar o pé de garotinhas de 2 anos de idade para que eles não passassem de 8 cm na idade adulta era considerado um investimento no futuro da filha. Mostra a vida de uma concubina sortuda (avó da autora, que teve uma casa montada só para si, sem ter que ficar sob o jugo da esposas e outras concubinas) e os problemas que o rituais a serem cumpridos pelas gerações mais jovens com relação a mais velha pode causar.
O crescimento do comunismo no país é narrado através das histórias da autora e de sua mãe. Ambas receberam o nome do título do livro, “Cisne Selvagem”. E todas as três revelam-se perfeitas heroínas.
Recomendo fortemente, para que fique sempre na nossa cabeça o estrago que a sede pelo poder pode ter.
Tags: Livro
setembro 12th, 2008
Além de nome do trem que leva os aprendizes de bruxos para a escola na série de J. K. Rooling, Expresso Hogwarts é também o nome de um site nascido antes dos blogs fazerem tanto sucesso. Nascido inicialmente para ser uma espécie de portal de notícias para a Pottersfera, virou o primeiro e melhor (na minha opinião) blog de fanfics em língua portu guesa.
Através deles eu comecei a rascunhar a minha primeira personagem de fanfic – uma garota que foi encontrada desmemoriada em Londres que recebeu o nome de Yeritza – visando entrar para a equipe de escritores. Acabei entrado para outro grupo, que formou um blog chamado Magic Spell, bom enquanto as pessoas tinham disposição para escrever para ele.
Enquanto outras iniciativas como o Accio Cerebro(domínio atualmente bloqueado) e o Magic Past (dos quais também participei pelos idos de 2005/2006) se esgotaram (o que me faz um pouco mais triste), o Expresso se renovou e criou um novo e grande universo paralelo na obra da Tia Jô: Além das clássicas aventuras com personagens próprios em Hogwarts, agora temos também Amaterasu.
Amaterasu seria o equivalente a Hogwarts só que… no Japão! Isso permite a equipe poder usar elementos de outros meios que não o potteriano, como os mangás.
Nestes dias de trabalho entediante me peguei remexendo nos arquivos deles novamente, tal qual em 2005. E foi ótimo ler histórias como “Hopeless Addicted” e “Tsuioku No Joukei”, fiquei tão viciada quanto no começo com a Raven Sinclair.
Não podia deixar de falar sobre eles agora que eu estou voltando a ler por lazer. E fica a dica para quem gosta de viagem na maionese! W explicado o por que d’eu ser tão doidinha, quem sai aos seus não degenera!
Tags: fanfic
setembro 11th, 2008
Um dia desses me perguntaram até quando eu ia me definir em função do surto. E isso me lembrou uma coisa que me preocupa:
Eu continuo acreditando em tudo que eu estava acreditando durante o surto. Será que devo ser internada ou tomar remedinhos mais fortes? Não tenho coragem de perguntar ao meu psiquiatra. Ele vai pegar uma camisa de força e me mandar diretinho para o Instituto Phelipe Pinel!
Ele já tinha arregalado um zoião desse tamanho quando eu disse que eu tinha saudade da Thera decidida e bem disposta da época do surto. Tenho mesmo. Acredito que o surto foi só um processo de sumarização do meu sistema de crenças.
Por isso, caro amigo, eu não consigo deixar o surto para trás. Não por enquanto. Como diriam no Zorra Total, “Eu tento sair do surto, mas o surto não sai de mim”. É como o tiro que eu levei, não tem um dia que não lembre que isso aconteceu comigo.
(O tiro até que eu já esqueci certa vez que tinha acontecido comigo, mas levou tipo uns 15 anos)
E outra: eu estou com um pouco de pressa. Essa história de tratamento de longo prazo para mim é babela, eu quero ver os resultados é aqui e agora, senão eu esqueço o que eu queria!
Tags: Blogando do Pinel
setembro 6th, 2008
[Esse é um post diferente. É para registrar uma idéia maluca que eu tive, não sei se vai dar muito certo trasmiti-la para o nosso "papel".]
No começo era um casal. Um casal careta, formado por um homem e uma mulher.
Esse casal decidiu certa vez que eles queriam conhecer o Bem e o Mal. Querendo eles isso para serem como Deus ou por simples curiosidade, o desejo foi concedido. E tinha seu preço.
Pela simples mecânica do procedimento, eles teriam que VIVER todas as posssibilidades de Bem e de Mal.
E é por isso que o mundo ainda não acabou. Por que o casal foi expulso do local onde estavam para poder viver, em pelo menos átimos do seu ser, toda a experiência de bem e de mal.
[continuando o racionínio em outro dia:]
Mas isso ainda não é sobre isso que eu pensei, não exatamente. O que eu pensei é que toda a população masculina que já existiu era Adão e a população feminina de todas as eras, Eva.
Não sei se eu consegui me fazer entender direito. Não é como reencarnação, pois há simultaneidade no meio. E são só dois os “espíritos”, se é que podemos falar assim.
É mais como se os dois fossem preservados e se fizessem diversas simulações com eles. Todas as possíveis. E o fim só chegaria quando essas simulações de bem e de mal acabassem e a humanidade tivesse experimentado tudo.
[E foi isso p-soal. Uma idéia de uma mente embotada pelo sono, mas sem conseguir dormir numa viagem de ônibus de volta para casa.]
Tags: religião
setembro 3rd, 2008
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