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Câncer de mama2: Consulta ginecológica

Que título de post mais estranho paiducéu, nunca me imaginei escrevendo sobre uma coisa dessas… Mas a pedidos – ok, foi só a Lúcia, mas eu gosto de atender aos pedidos de visitante famosa então – vamos lá:

Vim tão ansiosa do trabalho que esqueci de imprimir o graficozinho que eu fiz com o ciclo menstrual. MInha mãe me esperava no ponto de ônibus para me acompanhar

FIz duas ou três piadas sem graça com a senhorinha que era secretária do médico. Sou assim mesmo, quando fico nervosa desando a falar merda.

Um ponto desfavorável: Não tinha aquelas maquininhas de água. Sou movida a água, não me deixem sem água. A secretária arranjou um copinho dela para mim. Bebi e me deitei num dos sofás da sala de espera.

- Thera, levanta daí, senta direito!

- Ah mãe, se ele não quizesse que alguém deitasse teria comprado sofás de 2 lugares, não de 3!

Nos chamaram. Minha mãe fez uma cara tão incisiva que eu sentei quando começamos a ouvir barulhos se aproximando da porta do consultório.

Entramos. Eu ainda estava puta da vida, então revirei os olhos e deixei que ela contasse o meu histórico médico, que atualmente anda cheio de detalhes. Conversamos e ele perguntou se poderia fazer um exame clínico superficial (acho que foi isso).

Para a minha surpresa me vi não rejeitando a idéia, respondendo que isso “teria que ser feito um dia”. Não sei se foi a incapacidade de dizer não ou alguma espécie de coragem, mas o fato é que me despir e deitar naquela posição incomum foi menos estranho do que eu estava esperando.

Acho que estava esperando mais da minha sensibilidade vaginal. Não senti nada de mais, a não ser por um puxão que ele deu do nada (?!). Ele estranhou as lesões quando foi apalpar o seio, mas o lembrei da psoríase.

“É só isso?” – Me vesti e fui ouvir as conclusões, que pedi que fossem “nos mííínimos detalhes”. Ele falou um pouco sobre como o organismo produz os hormônios e disse deu a entender que os meus estavam desequilibrados (acho que foi praga da mãe de um amigo meu) e me receitou um anticoncepcional e encomendou exames de hormônios. Eu perguntei se alguém menstruava naturalmente hoje em dia e ele não me respondeu.

Nos despedimos depois deu pegar o atestado e de perguntar sobre as interações com os outros remédios que eu estou tomando e por que raios ele tinha virado um ginecologista (ele é um neurocirurgião frustrado).

Mãe -Vai comprar agora ou vai ligar para o psiquiatra?

Thera – Vou ligar. Eu não confio num cabra que nem lava as mãos para encostar em mim!

Mãe – THERA! ELE BOTOU LUVAS, falou ela com cara de dãããã~.

Thera – Vc VIU??

É, parece que eu vou ter que arrumar uma outra forma de dizer não…E agora eu vou ter que tomar mais um remédio para fins estéticos, ai que saco!

8 comments outubro 16th, 2008

Câncer de mama

Tá rolando campanha esse mês para falarmos sobre o Câncer de Mama. Fico vendo a Liliana, a Ester e a Lucia falando sobre o assunto , as duas últimas até chamando a blogagem coletiva de “Outubro Rosa”.

O Silvano tinha me chamado para escrever também (deve ser por isso qu3e eu perdi a data Oo), num comentário que eu perdi. Até os meninos, como o Anderssauro estão escrevendo escreveram sobre.

 

A única coisa que me ocorre quando lembro desse assunto é que estou puta da vida com a minha mãe. Ela me marcou uma consulta no ginecologista da família.

Nem me perguntou se eu queria – ok, eu não irira nunca por vontade própria – ou me deixou escolher o médico. Vou num homem caquético que já viu a das mulheres da família toda!

O bom é que com isso talvez ele nem precise olhar. Já dá para fazer a inferência de como é pelas das tia, prima e mãe! Sério, tô com medo da mão do velho se soltar entre as minhas pernas, de tão velho que ele deve ser!

Por que eu não bati o pé para escolher meu próprio médico? Eu conheço outro. Uma moça que que deu o atestado para o concurso, eu tinha gostado dela mas minha mãe não confia.

Minha psicóloga disse para eu ir na que eu gostei. Mas eu não consigo bater o pé por razões obscuras que eu não consigo identificar. Vontade de me fazer de vítima é o que me ocorre. Essa história de me deixar ser dependente está voltando a feder…

 

Mas é importante que se vá, então eu vou. Vou hoje neste cara, só para poder dizer com autoridade de quem experimentou que eu não gostei. É o sacrifício que eu faço pelo outubro rosa( nunca gostei dessa cor…), ir num “médico experiente” ver se está tudo ok comigo. Vamos ver o quanto eu resisto antes de dizer na cara dele que estou ali por livre e espontânea pressão.

3 comments outubro 16th, 2008

Maldade

Já contei aqui que tem uma criaturinha do mal atrás de mim no trabalho, apelidada carinhosamente de Smeagol.

Qual não foi minha surpresa quando encontro aqui um comentário dele:

Poxa, não quer sair comigo mesmo, né? P

Gelei. Um comentário desses significava que cara tinha (não necessariamente nessa ordem):

  1. Descoberto o apelido secreto dele (se bem que era fácil de descobrir, era só se olhar no espelho);
  2. Jogado meu nome no google e descoberto este blog, já que uma vez eu fui burra o suficiente para botar meu nome por aqui (eu tava surtada mesmo¬¬)

Estremeci de asco ao imaginar que tal criatura pudesse estar a par das minhas intimidades assim, sem mais nem menos. Se abrir expor [1] para estranhos sempre me pareceu mais fácil do que para conhecidos – ainda mais para conhecidos aos quais eu tenho aversão!

Então eu vejo o blog dele – ué, ele tem blog? -: http://criticaconstrutiva.wordpress.com/, o blog do cretino do (acho que não tenho intimidade ainda para xingar) Wallace.

Que maldade! Sabia que se eu infarto com a minha idade eu morro por que o meu coraçãozinho ainda não teve tempo de se capilarizar? Muito mau você Sr. Wallace!

[1]. Ah, esquece, não tem como isso não ficar com um duplo sentido…

10 comments agosto 23rd, 2008


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