Posts filed under 'Aritmância'
Já repararam como é muito mais fácil ser mau do que ser bom?
Qualquer mesquinharia, por menor que seja, tcharã! Você já é mau. Agora para ser bom? Se você faz todo o necessário – o que usualmente já não é fácil – você não fez nada além da sua obrigação!
Convenhamos: O retorno da maldade é muito mais rápido. A única coisa que você pode fazer com o esforço para alcançar a bondade é alimentar um pouco o seu ego, o que não é o tipo de coisa que uma pessoa boa faz, então nem isso.
Mas parece que tem uma galera perdida por aí que gosta de desafio, e ainda insiste nessa idéia de bondade. Mas mesmo entre eles há aquele efeito de tentar fazer uma coisa boa e nobre e fazer aquela merda.
E quando se tenta evitar que um mal aconteça então. A maior chance é de conseguir tornar o cenário pior. O jogo roda contra os objetivos nobres.
Mas é algo que eu quero descobrir um dia: Quando é necessário intervir ou quando remexer um assunto só irá piorar as coisas. Será que eu aprendo um dia a participar adequadamente desse jogo que vivemos?
maio 6th, 2010
Lembram das minhas resoluções de quaresma?
Pois bem, nem eu. Resolvi verificar hoje o que me rendeu os 40 dias anteriores à páscoa, começando pelas minhas metas:
- Seguir o programa do Vigilantes direitinho. Não lembro de ter feito o raio do jornal pessoal por uma semana completa que fosse. Essa meta eu não consegui alcançar, mas estive tentando de novo nesse mês de abril, dando alguma utilidade à agenda (o que está funcionando mais para a vida financeira do que para controle dos pontos, mas abafa). Pelo menos o peso foi mantido no período da quaresma.
- Fazer exercícios com mais regularidade. Novamente não cheguei a uma meta específica. Se puxei ferro uma meia dúzia de vezes foi muito. Mas pelo menos agora eu tenho uma lista de presença na academia que me dará uma noção de quanto tempo eu venho conseguindo dedicar a essa tarefa por mês.
- Fazer o tratamento para psoríase direito. Já isso parece ter funcionado. Junto com o aumento no tempo de exposição aos raios UVB (que foram para os fantásticos 110 segundos semanais), o esforço de ser mais mais regular no tratamento está me rendendo a regressão de várias lesões! YES!
Dá para perceber no meu skoob que eu dei uma escorregada na intenção de fugir dos livros de banca: Comprei a coleção inteira da série Nightwalkers , de Jacquelyn Frank quase na páscoa já (tirando o que suponho ser falha da tradução é bem legal). Outra série digna de nota é Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan, que me deu vontade de voltar a escrever fanfic. Fora os gibis/mangás e um artigo de Simone de Beauvoir.
Estudar mais? Matei aula de russo nesse período, isso esclarece algo? Nem lembro o motivo da gazeta, mas agora estou me esforçando para ser uma boa menina: estou até pensando em retomar os estudos formais!
Ainda nos aspectos que eu tinha esboçado anteriormente, só publiquei quatro posts até agora. O único que rendeu comentários foi uma fic que eu tinha guardada. Mentira, minha lista de desejos da sebo do Roney também bombou com fantásticos dois comentários.
Mas o meu maior ganho creio que foi conseguir perceber o quanto as pessoas são bizarras! Depois de desistir da carreira de diplomacia me vejo tendo que pratica-la com força.
Além de tudo isso, me aproximei de temas estranhos como fenomenologia, logosofia e psicomagia. Ainda não sei muito sobre nenhum deles, mas todos parecem ter boas ferramentas para se levar a vida e é isso que importa – principalmente nesse abril que apareceu depois da Páscoa!
abril 19th, 2010
Primeiro dia útil: Uma carreta com uma peça da Petrobrás vira na Brasil de madrugada. Sou acordada pela combinação do meu despertador e do telefone tocando: Uma parente zelosa me avisando que eu chegaria tarde no trabalho.
Surpreendo a todos conseguindo a proeza de chegar uma hora antes do almoço depois de apenas cinco horas de viagem.
E hoje – na verdade, agora já ontem – tive mais quatro horas até em casa. Para a minha sorte não consegui pegar a Brasil. Ouvi no rádio de um cara que levou essas quatro horas para fazer o trajeto Av Graça Aranha-Central.
E vi estratégias de fuga do Centro da cidade curiosas. Como pegar um ônibus-turismo para um cafundó como Santa Cruz para chegar à Copacabana por exemplo. A minha era composta por algo parecido também.
Se eu não estava com medo, ele chegou quando eu vi um riacho mísero na entrada da Grota Funda fervilhando, a estrada sem iluminação pública, agentes do corpo de bombeiros/devesa civil/wathever na chuva quase meia noite serrando uma árvore tombada tentando desimpedir a pista para Barra sem saber que mais adiante tinham mais outros dois deslizamentos.
Será que a zica se restringe aos dias úteis? Estou com medo de amanh… Argh, já é hooooje!
Tags: Natureza
abril 6th, 2010
Sabe aquele garoto que vocês sempre pensaram que morava no asteróide B612? Pois vocês se enganaram. Não é o principezinho que mora lá, mas eu, que estou mais para uma pequena criada atualmente.
Não que ele tenha mentido. Só que vocês chegaram a essa conclusão e ele não negou. Mas acho que ele nunca soube dessa inferência humana.
Como eu cheguei a querer falar sobre isso? Bom, depois que o PP foi embora acabei ficando responsável pelo espólio dele.
E eu já tinha o meu cravo para cuidar. E não era uma relação como com uma rosa. Ele apareceu para mim, dói sempre que eu me aproximo dele e não me abandona. Eu não escolhi ser cativada, sou uma prisioneira de guerra desse cravo!
Mas antes pelo menos ele falava comigo e aliviava um pouco a minha solidão. Agora que tenho que cuidar também da rosa é um inferno: Sempre sou a vela da relação deles. Tenho que ficar ouvindo os papinhos de apaixonados deles sempre que vou no asteróide vizinho.
O que me salvam são os vulcões. Pelo menos quando estou revirando-os não tenho que ouvir o mimimi do cravo e da rosa.
Ouvi dizer que o PP caiu no conto da tal da serpente. Espero que ele volte logo: não agüento mais esse clima de romance envolvendo o meu nariz!
Tags: Conto
março 14th, 2010
Me parece que a internet vem se tornando nos escritórios um segundo tipo de café. Não sei se a entrada do café na cultura empresarial foi tão discutida quanto o uso da web para fins não-extritamente-profissionais.
Afinal, não existiam mídias sociais quando o café começou a ser insumo da produção nacional.
O café é antigo pacas. O que os burocratas faziam para procrastinar nessa época pré-café? Bebiam vinho? O certo é que não tinha o impacto que tem hoje. Acho que não exagero ao dizer que a maioria das pessoas trabalha com algum acesso a um micro com internet.
Sinceramente não sei como ficamos dependentes da cafeína a ponto do seu consumo ser tolerado no Brasil, muitas vezes subsidiado pelos empregadores. Até fiquei curiosa, mas idéia me ocorreu na rua e o assunto foi desenvolvido analogicamente. Mas mesmo sem conhecer bem a história do café, me arrisco a dizer que a rede já avançou bastante neste caminho.
Confesso que ainda não encontrei meu ponto de equilíbrio no consumo profissional desse café moderno. Mas à medida que o consumimos vamos estabelecendo novos hábitos, padrões que já geraram alguma regulação interna das empresas como bloqueio de acesso a endereços como orkut e youtube e definição de cotas de uso, só para citar movimentos que já presenciei.
De qualquer forma, convém lembrar que o nosso café tradicional não vem com creme de leite ou chantilly. Tenho na gaveta meu leite em pó: talvez também esteja na hora de explorar melhor as funções do meu celular…
Tags: Crônica
novembro 25th, 2009
Um golpe nas vaidades foi dado pela ANVISA: Nada mais de bronzeamento artificial nas terras tupiniquins. Temos mais de 8.000km de litoral, que vão pegar uma cor na praia!
Os raios UVA desse tipo de equipamento atingem as células mais profundas da pele, acelerando o envelhecimento enquanto dão “aquele bronze”. Como a OMS passou a classificar o equipamento de “causa provável” para “causa concreta” de câncer, não tem mais desculpa: Tá proibido e pronto, acabou!
Eu sei que vou continuar recebendo minhas duas sessões de radiação semanais. É, os usos medicinais não foram abolidos, então a galera com vitiligo, psoríase e outras perebas doenças cujo tratamento envolvam exposição aos raios UVA/UVB continuam com o bronzeado garantido.
Então obrigadinha @vinnycordeiro pela notícia, mas eu vou continuar com o meus 1min30seg de brozeamento semanal. Morram de inveja!
UPDATE 25.11.2009: O @evandrocesar comentou que as gaúchas realmente ficaram com invejinha de mim. Tanta que até fizeram manifestação. Sabia, o povo ignora o potencial que a falta do que fazer tem!
Tags: notícias
novembro 11th, 2009
Filme cabeça que me pagaram para assistir no Festival do Rio em seu último dia no Centro Cultural Justiça Federal. Assistindo lembrei muito de Isaac Asimov e sua Psico-história, e como eu estava tão disposta a trabalhar nisso na época que eu surtei que fiz até um blog.
O filme (documentário?) do canadense Richard Brouillette é um curso de economia em 160 minutos. Foi tanta informação que eu não sei se tenho muito a declarar por aqui. Acho que a única forma de fazê-lo seria desmembrar todos os discursos e ve-los novamente tomando notas.
Muito interessante do ponto de vista da psico história. Deu vontade de novo de trabalhar nisso até, mesmo estando mais lúcida hoje em dia.
E a trilha sonora? O que era aquilo gente? Eu tinha que me controlar para não rir muito alto toda a vez que entravam os textos entre os depoimentos dos economistas, cientistas sociais ou seja lá o nome atual dos psico historiadores que aparecem no filme.
Excedeu totalmente as expectativas. E ainda ganhei carona e lanche indenizatório por ter ido lá!
Tags: filmes, Resenhas
novembro 6th, 2009
Hoje é o Dia Nacional da Psoríase, e em homenagem a essa data excepcional (afinal de contas quantas doenças têm um dia só seu?) eu escreverei um pouco sobre essa doença que eu tenho e como ando lidando com isso ultimamente.
Ah, só para explicar por alto, psoríase é uma doença crônica de pele, de fundo multifatorial mas principalmente emocional, que se apresenta com a descamação de áreas da pele. Aliás o nome da doença vem dessa idéia de escama (pso).
Minhas lesões começaram a arder no meio do mês de setembro, então fui pesquisar sobre a doença e encontrei uma associação de portadores aqui no Rio. Além de dicas para portadores, o testemunho bem humorado no site me chamou a atenção.
Mas o que me deprimiu e me levou às lágrimas em pleno expediente creio que foi a notícia de que portadores têm maior risco de complicações cardíacas. Não gosto da idéia dessa pereboríase reduzam de alguma forma a minha chance de sobrevivência. Já é ruim o suficiente que eu fique com vergonha das quase-feridas.
Me organizei para ir a uma das reuniões do grupo, mais especificamente a de 26 de setembro. Se nada mais me valeu, pelo menos com isso agora eu tenho uma carteirinha de alberguista, que fiz para poder aproveitar um pouco o sábado e não chegar na tal reunião como um zumbi como eu faço com o trabalho.
Mas antes de ir, dei uma folheada também no Consenso Brasileiro de Psoríase. Não foi legal saber que no início psoríase era considerada lepra (a atual hanseníase). Bem que me disseram para parar de ler coisas que me entristecem. Pena que, apesar da ignorância ser uma bênção, eu sou curiosa demais para poder usufrui-la.
Comecei a usar esse mês um remedinho que parecia que eu já tinha usado antes, mas esse ficou fedido e preto. Totalmente diferente dos outros que eram sempre clarinhos tipo branco ou perolado. Maínha diz que faz efeito, só que dá preguiça ter que limpar a lambança que fica 10 h depois…
Mas vambora. Ir embora a maledeta não vai por que os remedinhos que me garantem a vida em sociedade agravam a doença, mas pelo menos essa coisa de arder está começando a me deixar vaidosa, já que lambuzar tudo com hidratante parece aliviar o desconforto.
O negócio é achar o lado positivo da coisa, e se não tiver, inventar um. Bom dia da psoríase para vocês, e espero que sejam do tipo que conseguem não ter nojinho dos portadores. Se for, parabéns: você é um espírito mais avançado do que eu e a maioria da população.
Tags: Campanhas
outubro 29th, 2009
Eis então o tema deste ano do Blog Action Day: numa tradução livre feita com meu parco conhecimento ingleizístico resultou Mudança Climática. Novamente me vi com um tema de redação sobre o qual a princípio não tenho nada a dizer. Mas como da última vez que eu me meti com um tema desse gênero (desconhecido, não ambiental) eu achei os resultados razoáveis, vamos tentar:
Como boa leiga no assunto, vou começar tentando entender a expressão: Mudança Climática me remete a problemas com temperatura, chuvas e ventos. A pressão me parece que está relacionada também com a forma como percebemos o clima, mas nunca ouvi falar de nada que tenha afetado a pressão atmosférica então deixa quieto.
No fundo, nos preocupamos com esses temas por um quê de egoísmo. Não estamos nem aí com o planeta ou com os bichinhos, afinal de contas nada disso acabaria com o mundo e tem vários bichos que resistiriam a essas alterações que tanto tememos.
Não que isso não seja um comportamento saudável. Mas me parece que fomos ficando mais sensíveis a esse tipo de interferência em nosso meio ambiente à medida que paramos de acreditar que existe um Deus que organiza tudo de algum lugar. Ou ainda à medida que a sociedade foi evoluindo e começando a poder se dar ao luxo de ter outras necessidades além das essenciais.
Não é que não seja importante pensar em por que está ficando quente em lugares que eram tradicionalmente frios, aparecendo ciclones extratropicais (aka furacões) no Brasil e tudo parece ficar alagado com mais frequencia. Somos uma espécie bem frágil e nossa sobrevivência depende de que tomemos vergonha na cara e usemos os recursos naturais de forma responsável.
Mas isso não é, como aparenta, por nobreza. É uma necessidade nossa, e tem que ser feito.
Tags: Campanhas
outubro 15th, 2009
Mesmo com aquela coisa irritante de ficar contando a história com bilhetes, anotações em palmtops, e-mais e diários que eu já vi em outro livro da Meg Cabot, Todo garoto tem é um romance contemporâneo bem divertido.
Li como bebo água. O fiz em um dia, e olha que foi num dia de semana. Isso quer dizer que eu devo ter lido em no máximo umas 5 horas, nos intervalos de de deslocamento casa-trabalho-casa.
E a ansiedade de voltar a tem aquele volume nas mãos para ver qual seria a nova trapalhada do casal que foge das famílias religiosas para se casar na Itália? E qual será a próxima idéia malsucedida da madrinha cartunista? E qual vai ser a próxima cantada não intencional que o padrinho avesso ao casamento vai passar?
Um ótimo passatempo, realmente!
Tags: Livro, Resenhas
outubro 9th, 2009
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