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Desventuras rodoviárias em série

  Então. Resolvi, para começar, garimpar coisas não publicadas e achei essa “série” de aventuras rodoviárias – sabe como é, muita coisa podem acontecer em 4 horas diárias de viagem. A rigor o texto a seguir já foi publicado em 14 de julho de 2005, mas como o provedor(?) que sustentava o blog não existe mais a história não estava mais disponível na rede, o que é uma lástima! ;)

Espero que vocês se divirtam!

Desventuras rodoviárias em série
Por Refugiada no Rio

Cenário: Voltando para casa, num meio de transporte também conhecido popularmente na época da Sra. Refugiada no Rio mãe como cata-corno (não me perguntem o por quê, se alguém souber…).

A protagonista (no caso, eu) dorme tranqüilamente no confortável assento do ônibus durante os cerca de 50Km que separam a sua casa do seu local de trabalho.

Lá pelo meio do trajeto, ouve-se:
TEC!
TEC!
TEC!

Acompanhem o meu raciocínio sonolento:
1º – Estou no Rio de Janeiro.
2º – Mais precisamente na Av. Brasil.
3º – Sou acordada com estouros repetitivos.

Qual a conclusão de qualquer refugiado? Tiroteio!!

Afundei na pseudo poltrona, me pretegendo no melhor estilo dos filmes Hollywoodianos atrás da parede de compensado do ônibus. Mui protetor, mas quem disse que eu estava ligando para isso a essa altura? Eu estava era desejando ter vindo em pé, para usar as pessoas ao meu redor de escudo-humano!!!

Uma voz masculina (mais idosa) tenta me tranqüilizar. Calma, calma

Como assim calma? Ainda mais que o ônibus parou!
O barulho também… Xi… será que os traficantes resolveram ”passar o cerol” em nós pobres trabalhadores?

O homem ao meu lado completa: Não foi tiro não!

Não? Comecei a respirar aliviada.

Não. Foi o pneu que estourou. responde uma senhora com simplicidade.

Ah, legal, foi só o … Cara…cóis saltitantes!!! Ninguém merece! Isso é hora? Isso é lugar?

Não podia ter quebrado lá esquina lá de casa não? Por que só acontece isso longe daonde a gente tem que descer?!

Descemos do ônibus, em um atoleiro básico formado à beira da estrada por causa das chuvas. Dei uma olhada no dito pneu: totalmente careca, um pedaço da câmara para fora, o que produzira os barulhos estralhos que tão suavemente haviam me despertado para ficar aguardando até passar o 5º ônibus da mesma linha para eu poder chegar em casa….

Animador.

2 comments julho 8th, 2010

Mobile production

Estou sofrendo alguma pressão familiar para trocar de celular. É mais uma questão de herança do que uma necessidade minha.
O fato é que o telefone da minha mãe morreu e ela quer ficar com o da minha minha irmã, que por sua vez cobiça o meu! Justo agora que estou descobrindo novas possibilidades para ele!
E agora?! Me sinto perdida num mar de possibilidades de troca!
Socorro Chapolin!

2 comments junho 24th, 2010

Pedido de treinamento

Até hoje não lembrava de ter tido bloqueios criativos. Isso até ter que escrever esta justificativa para que a instituição para a qual eu trabalho me permita ir ao SINAPE. Eles pedem que se descreva a atividade, a importância do evento em termos profissionais e que contribuição trará para o setor.

Fiz, com um dia de custo o texto. Quebrei mesmo a cabeça. Na semana seguinte o meu futuro ex-chefe me devolve o pedido para ser reescrito: aparentemente eu entrei em contradição. ¬¬

Pudera. O que eu gostaria mesmo de escrever, a verdade pura e simples eu divulgo  agora por que não aguento mais ficar calada:

Atividades:
É difícil dizer o que faço por aqui, uma vez que desde que aqui cheguei não vejo nada nem levemente parecido com estatística. Forçando bastante a barra, diria que não definho totalmente por que parece que quando me vêem nas últimas sempre acham alguma planilha de acompanhamento de processos no excel e me deixam ficar ali, alimentando-a e fornecendo uma ou outra informação de tempos em tempos.
Deprimente para alguém que no terceiro mês do estágio estava sendo treinada para usar o SAS e não desgrudou dele pelos 5 anos seguintes. Tenho sérias dificuldades para me definir como fazendo algo. Já tinha antes quando a responsabilidade era óbvia sob os meus ombros não-emancipados, imagina agora que até dos problemas de ordem lógica fui afastada?!

Importância no desenvolvimento profissional:
Não sei se foi o surto ou todo esse estímulo profissional que recebo por aqui que me fazem bem desanimada sobre o meu desenvolvimento profissional. Creio que devo ter até perdido algumas de minhas habilidades- espero que isso não seja possível.
E a unicamp está me dando um ódio mortal ao SINAPE. Porra, custa deixar eu me inscrever, merda?!
Acho que não exagero ao dizer que tenho grandes esperanças e que o SINAPE me ajude a recuperar o interesse que eu tinha pela profissão.

Ah, e sobre o tal SINAPE? É o Simpósio Nacional da Probabilidade e Estatística. A verdade é que, apesar de outros eventos também acabarem nos atualizando sobre as novas práticas e técnicas, somente em ambientes específicos como este temos a segurança de que “haverá quem saiba do que se tratam as nossas eventuais dúvidas”, uma vez que nos eventos em geral os trabalhos dão pouca importância à adequabilidade e qualidade das técnicas empregadas.

Contribuição para o setor:
As contribuições para qualquer setor são conseqüência direta da vontade do gestor de permitir e fomentar estudos. Como isso parece ser pecado por aqui, realmente acho que não será de valia nenhuma. Na ótica atual o único curso para o qual as pessoas deveriam ser encaminhadas é para o de “otimização de tempo na intrução de processos”.
Entretanto até a formulação de um curso decente nesse sentido exige pesquisa, né?!

Confesso que o reescrito saiu mais polido e a parte que eu tive que acrescentar a pedido dele ficou mais legal do que o que eu tinha pensado antes, mas ninguém merece tanto trabalho para poder fazer uma coisa que teoricamente a gente devia estar recebendo periodicamente!

Muito medo de lugares que nem preveem treinamento. Acho que nem é justo reclamar muito, mas o fato de terem lugares piores não deixa a situação mais agradável.

Add comment junho 23rd, 2010

Lithium, a opinião do Nirvana sobre os controladores de humor

Eu tinha pensado em fazer uma fanfic com a música que recebe o nome de um dos meus remedinhos, mas talvez o melhor seja ser mais modesta e botar somente o trabalhinho de alguém chamado Kauss que juntou Nirvana e Caverna do Dragão no youtube:

[youtube sakGe93ucJs]

Além disso nada de mais. Não sei se o Kurt Cobain ou algum dos outros fazia uso de lítio. Segundo a wikipedia o cantor pode ter usado, por ter depressão, mas nas definições do verbete lítio o mineral é indicado para depressão de forma secundária… Quem pode confiar na wiki brazuca desta forma?

Talvez a letra tenha sido composta em volta de uma fogueirinha de chamas roxas… Vai saber.

O fato é que agora quem usa sou eu. As pessoas não têm paciência comigo e eu que tenho que me drogar! E com um treco que não tem nem em legume, só em pedra! ¬¬

Add comment janeiro 27th, 2008

Hora de revisar tudo

Parem as máquinas. Novo desafio a vista:

Desafio nº 2: Ser mais cuidadosa com o que escrevo.

Primeiro foi o post do Enio, sobre responsabilidade da escrita. E o Evandro assinando embaixo, com razão, da análise sucinta do meu comportamento de escrita durante o surto.

Depois o Fernando (Não sei se ele ainda me deixa chama-lo de Panda), me dando um puxão de orelhas por uma zombaria que eu fiz no msn. Chegou a chamar meu pai, como se tal entidade inexistente fosse mesmo ligar para algo que eu faço.

Pôxa gente, dá um desconto. Eu tava surtada! Literalmente. Estou até tomando os famosos “remedinhos” duas vezes ao dia. Antipsicótico, regulador de humor e unzinho de antialérgico para rebater os outros dois!

Estou me acostumando de novo com esse mundo, que aliás é muito estranho. Vamos ver como eu fico.

E esse blog sempre foi a minha cadeira de psicólogo (eu me recusava a ir antes de ser obrigada), então seguimos dessa forma mesmo que é a única forma de blogar que eu conheço e sei fazer. Estamos entendido s?

(Eu vou tentar dar mais atenção à intenção do texto e responsabilidade e talzs, mas não estou prometendo nada!)

8 comments janeiro 26th, 2008

Desafio nº 1: Parar de dormir o dia inteiro

Para comemorar a minha libertação do Neozine, que me deixou várias feridas na boca de lembrança, eu vou começar a me desafiar. Para ver se eu saio dessa sem virar mais uma criatura deprimida.

A verdade é: Saber que eu vou tomar aquele comprimido gigantesco de carbolitium por “muitos anos” detonou o meu espírito combativo que queria “zerar esse jogo numa rodada só”. Eu achava que ia gastar, sei lá, no máximo 6 meses, estourando um ano consumindo essa drogariada toda.

Aí vem o Tio Xiquinho (o meu psiquiatra que não sabe que tem essa alcunha) e me diz (na consulta da semana passada) que eu vou passar muitos anos consumindo uma coisa que nem tem em comida nenhuma (o litio)?

Não tive outra: Deprimi.

A consequencia direta foi passar a dormir o tempo todo. Mas acho que a dose de neozine que eu ainda estava tomando no mês passado estava ajudando…

Mas como eu sempre achei que depressão era coisa de quem não tinha mais o que fazer era tão miserável que não conseguia uma partícula sequer de chocolate (que Harry Potter difundiu como um eficiente antidepressivo), decidi mudar isso h-o-j-e.

Por isso eu instituo “Os Desafios da Aritmante”. E o primeiro deles é sair da quente e confortável caminha e ir arranjar o que fazer dessas férias forçadas.

4 comments janeiro 25th, 2008

Desventuras rodoviárias (em série)

Caí do finzinho da escadaria do metrô indo para o trabalho, logo depois de passar pela roleta com o guarda-chuva e a capa que, apesar de me fazer parecer o pintinho do Gugu me manteve bem aquecida quando peguei o tarifa para vir para o trabalho no começo da semana.

Só para variar eu caí em cima do pé. Direito dessa vez. Acho que, enrolada com a remoção do capa e o fechamento do guarda chuva, não percebi que a escada ainda não tinha acabado.

Um dos guardas do metrô me socorreu: ofereceu o braço para me ajudar a subir novamente as escadas, passou gelol no tornozelo e recomendou que eu botasse gelo assim que possível. Perguntou se eu queria que levasse para o hospital:

- E para onde vocês me levariam?
- Depende. Se você tiver plano de saúde, para um hospital bacana. Senão, para o matadouro.

Insisti e acabei descobrindo que o “matadouro” seria aquele hospital perto do Campo de Santana, o Souza Aguiar. Como hoje qualquer hospital nessa cidade submersa pela chuva vai estar atulhado de gente com coisas bem piores do que um pé torcido, disse que iria para o trabalho (ah se não fosse o último dia para a entrega do relatório da consultoria!) mesmo.

Aí ele puxa o interfone, consulta alguém e me puxa um formulário de ocorrências com clientes do Metrô-Rio, que malandramente, faz todo mundo que se acidenta por lá assina-lo declarando que recusou ajuda médica. Deixei o guarda acabando de preencher as vias do “BO” e foi, manquitolante, me aventurar no metrô.

Pensa que acabou? Ah meu bem, você ainda não viu nada!

Para economizar os passos, fiquei na ponta da composição, perto da porta. Só que, justamente aquele estava sem ar-condicionado.

Conclusão: Já fragilizada, comecei a enjoar, sentir-me tonta e com vista a nublar. Sem espaço hábil para negociar um lugar para pedir primeiros socorros para lipotímia, eu tentei sair na Central, sem êxito. Só consegui me cuspir para fora do vagão na Presidente Vargas!

(Por isso eu prefiro o trem. Lá sempre dá para abrir a janela e encontrar ar. Quando eu tive quase-desmaiei na época da facul fui rapidamente socorrida pela galera do Japeri!)

Sentei no chão, deixei passar umas duas composições, liguei para casa pedindo que avisassem no trabalho. Minha mãe sugeriu que pegasse um táxi, mas depois consegui sair do metrô e eu vi o volume de água alagando o centro do Rio de Janeiro eu quase comemorei por ter decidido seguir a sugestão do guarda na estação Presidente Vargas de mancar até o vagão feminino e continuar a viagem de metrô mesmo!

Depois de chegar totalmente encharcada no trabalho e botar gelo no pé torcido liguei novamente para casa e nada. Momentos depois minha irmã liga do celular dela para mim: lá em casa estava sem luz (agora já voltou).

Ô diazinho. Tô com medo dele agora. Vou acabar esse relatório de uma vez, assinar, desova-lo na mesa da chefia (torcendo para eles assinarem logo, nenhum deles chegou ainda) e me mandar para casa. Espero ficar segura (e seca) debaixo das cobertas!

Add comment outubro 24th, 2007

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