Desventuras rodoviárias II

Último texto: (vocês pensaram que eram muitos? Tadinhos!). Dessa vez, publicado em 5 de setembro de 2005. Divirtam-se!

Desventuras rodoviárias II
Por Rê

Acordando do meu sono recuperador, abro um olho, esperando estar, no mínimo já na altura da estação Leopoldina.

Água.

Imediatamente abro o outro olho.

- Água? Como assim água?

Fecho os olhos, dou uma ”polida” por cima das pálpebras e abro novamente:

O cenário dos Jetsons se descortinava ao meu redor: diversas pontes, a minha van sobre uma delas.

- AONDE EU ESTOU? Meu sangue gelou nas veias Será que peguei van errada e estou indo para outro lugar?

Perguntei as horas para um senhor acordado no meu lado. Para onde quer que eu estivesse indo, com certeza chegaria atrasada no trabalho.

Será que eu estou indo para Niterói? A essa altura eu já estava planejando ligar assim que o meu veículo chegasse ao seu destino e avisar que ia chegar no mínimo depois do almoço. Afinal, até eu me localizar em Nikit City… Vou aproveitar e se der tempo eu passeio um pouco por lá pensei, seguindo a máxima do ”relaxa e aproveita”.

Então passei a me concentrar na paisagem, procurando algum ponto de referência para me localizar: placas indicativas, coisas do gênero. Em geral eu me oriento pelos nomes dos bares à beira da estrada, mas dessa vez não contava com esse artifício. Em angustiantes momentos vejo uma placa anunciar:

Centro Olímpico da Maré

Legal. Estava no complexo da Maré. Que bom.
E isso, tirando o que se ouve de noticiários, não queria dizer nada para mim. Como uma boa Refugiada, só conheço os trajetos que sou obrigada a fazer: as combinações de casa-trabalho-aula-casa.

Ou seja, continuava sem ter a mínima noção de onde eu estava.

Quando de repente não mais que derepente eu vejo um contorno familiar. Não pode ser. Será? E era mesmo. O Castelo da FIOCRUZ!!! Adeus manhã livre. Adeus passseio em Nikit (eu já estava totalmente convencida que estava indo pra lá…rs…)

Detalhe: o citado lugar é mais ou menos no MEIO do caminho para o meu trabalho… Em resumo, de qualquer forma cheguei atrasada…

O Centro Olímpico da Maré realmente é um lugar que eu só veria assim mesmo. Não é maldade, mas o local não faz parte do meu trajeto. Para quem quiser dar uma conferida, tomei a liberdade de deixar um link para vcs (ou seja, alguém que um dia visitar o nosso modesto blog) do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré.

Até mais,

* Rê.

4 comments julho 9th, 2010

Desventuras rodoviárias em série

  Então. Resolvi, para começar, garimpar coisas não publicadas e achei essa “série” de aventuras rodoviárias – sabe como é, muita coisa podem acontecer em 4 horas diárias de viagem. A rigor o texto a seguir já foi publicado em 14 de julho de 2005, mas como o provedor(?) que sustentava o blog não existe mais a história não estava mais disponível na rede, o que é uma lástima! ;)

Espero que vocês se divirtam!

Desventuras rodoviárias em série
Por Refugiada no Rio

Cenário: Voltando para casa, num meio de transporte também conhecido popularmente na época da Sra. Refugiada no Rio mãe como cata-corno (não me perguntem o por quê, se alguém souber…).

A protagonista (no caso, eu) dorme tranqüilamente no confortável assento do ônibus durante os cerca de 50Km que separam a sua casa do seu local de trabalho.

Lá pelo meio do trajeto, ouve-se:
TEC!
TEC!
TEC!

Acompanhem o meu raciocínio sonolento:
1º – Estou no Rio de Janeiro.
2º – Mais precisamente na Av. Brasil.
3º – Sou acordada com estouros repetitivos.

Qual a conclusão de qualquer refugiado? Tiroteio!!

Afundei na pseudo poltrona, me pretegendo no melhor estilo dos filmes Hollywoodianos atrás da parede de compensado do ônibus. Mui protetor, mas quem disse que eu estava ligando para isso a essa altura? Eu estava era desejando ter vindo em pé, para usar as pessoas ao meu redor de escudo-humano!!!

Uma voz masculina (mais idosa) tenta me tranqüilizar. Calma, calma

Como assim calma? Ainda mais que o ônibus parou!
O barulho também… Xi… será que os traficantes resolveram ”passar o cerol” em nós pobres trabalhadores?

O homem ao meu lado completa: Não foi tiro não!

Não? Comecei a respirar aliviada.

Não. Foi o pneu que estourou. responde uma senhora com simplicidade.

Ah, legal, foi só o … Cara…cóis saltitantes!!! Ninguém merece! Isso é hora? Isso é lugar?

Não podia ter quebrado lá esquina lá de casa não? Por que só acontece isso longe daonde a gente tem que descer?!

Descemos do ônibus, em um atoleiro básico formado à beira da estrada por causa das chuvas. Dei uma olhada no dito pneu: totalmente careca, um pedaço da câmara para fora, o que produzira os barulhos estralhos que tão suavemente haviam me despertado para ficar aguardando até passar o 5º ônibus da mesma linha para eu poder chegar em casa….

Animador.

2 comments julho 8th, 2010

Aniversário de 5 anos!

Depois de muito pesquisar (o domínio original já não existe mais) descobri que o meu primeiro post no Aritmante foi em 7 de julho de 2005. Na época eu escrevia fanfics ambientadas no universo “Potteriano” e resolvi começar a escrever outras coisas.

A idéia – embora eu não tivesse palavras tão bonitas para descrever na época – era ter mais controle na formação do meu sistema de crenças, me forçando a emitir opinião sobre temas que me chamassem a atenção, não somente assimilar a primeira que aparecesse. Embora muitas coisas tenham mudado, percebo que essa idéia, hoje mais clara, se mantém.

Então eu fico pensando sempre em coisas que eu poderia postar aqui. Ainda que eu não faça, a simples existência deste “lugar” força meu raciocínio além, pois fico pensando em como transformar as viagens na maionese em posts. Entreter alguém no processo é um lucro e tanto!

Sei que já devo ter afirmado isso várias vezes nesses cinco anos, mas estou pensando em várias coisinhas para postar por aqui em comemoração: vocês não perdem por esperar! ;)

2 comments julho 7th, 2010

Perguntas de spans

[Post escrito originalmente em 12.4.2010]

Eu sei que não deve ser muito comum, mas identifiquei uma pergunta curiosa de um comentarista classificado como spam pelo Askimet:

How much money would you have to be paid to eat your pet?
Ê coleguinhas russos. Primeira contribuição perceptível. Vambora então ao tema:
Quanto dinheiro teriam que me pagar para que eu comesse um animal de estimação?
Bem… Varia:
Eu não sou muito de bichos de estimação. Então não teria muito problema de comer um.
Desde que eu não tivesse que prepara-lo. Cozinha não é meu forte.
Acho que não precisariam pagar não. Desde que estivesse prontinho para degustação e eu não precisasse participar do processo! ;P

Add comment julho 2nd, 2010

Mobile production

Estou sofrendo alguma pressão familiar para trocar de celular. É mais uma questão de herança do que uma necessidade minha.
O fato é que o telefone da minha mãe morreu e ela quer ficar com o da minha minha irmã, que por sua vez cobiça o meu! Justo agora que estou descobrindo novas possibilidades para ele!
E agora?! Me sinto perdida num mar de possibilidades de troca!
Socorro Chapolin!

2 comments junho 24th, 2010

Pedido de treinamento

Até hoje não lembrava de ter tido bloqueios criativos. Isso até ter que escrever esta justificativa para que a instituição para a qual eu trabalho me permita ir ao SINAPE. Eles pedem que se descreva a atividade, a importância do evento em termos profissionais e que contribuição trará para o setor.

Fiz, com um dia de custo o texto. Quebrei mesmo a cabeça. Na semana seguinte o meu futuro ex-chefe me devolve o pedido para ser reescrito: aparentemente eu entrei em contradição. ¬¬

Pudera. O que eu gostaria mesmo de escrever, a verdade pura e simples eu divulgo  agora por que não aguento mais ficar calada:

Atividades:
É difícil dizer o que faço por aqui, uma vez que desde que aqui cheguei não vejo nada nem levemente parecido com estatística. Forçando bastante a barra, diria que não definho totalmente por que parece que quando me vêem nas últimas sempre acham alguma planilha de acompanhamento de processos no excel e me deixam ficar ali, alimentando-a e fornecendo uma ou outra informação de tempos em tempos.
Deprimente para alguém que no terceiro mês do estágio estava sendo treinada para usar o SAS e não desgrudou dele pelos 5 anos seguintes. Tenho sérias dificuldades para me definir como fazendo algo. Já tinha antes quando a responsabilidade era óbvia sob os meus ombros não-emancipados, imagina agora que até dos problemas de ordem lógica fui afastada?!

Importância no desenvolvimento profissional:
Não sei se foi o surto ou todo esse estímulo profissional que recebo por aqui que me fazem bem desanimada sobre o meu desenvolvimento profissional. Creio que devo ter até perdido algumas de minhas habilidades- espero que isso não seja possível.
E a unicamp está me dando um ódio mortal ao SINAPE. Porra, custa deixar eu me inscrever, merda?!
Acho que não exagero ao dizer que tenho grandes esperanças e que o SINAPE me ajude a recuperar o interesse que eu tinha pela profissão.

Ah, e sobre o tal SINAPE? É o Simpósio Nacional da Probabilidade e Estatística. A verdade é que, apesar de outros eventos também acabarem nos atualizando sobre as novas práticas e técnicas, somente em ambientes específicos como este temos a segurança de que “haverá quem saiba do que se tratam as nossas eventuais dúvidas”, uma vez que nos eventos em geral os trabalhos dão pouca importância à adequabilidade e qualidade das técnicas empregadas.

Contribuição para o setor:
As contribuições para qualquer setor são conseqüência direta da vontade do gestor de permitir e fomentar estudos. Como isso parece ser pecado por aqui, realmente acho que não será de valia nenhuma. Na ótica atual o único curso para o qual as pessoas deveriam ser encaminhadas é para o de “otimização de tempo na intrução de processos”.
Entretanto até a formulação de um curso decente nesse sentido exige pesquisa, né?!

Confesso que o reescrito saiu mais polido e a parte que eu tive que acrescentar a pedido dele ficou mais legal do que o que eu tinha pensado antes, mas ninguém merece tanto trabalho para poder fazer uma coisa que teoricamente a gente devia estar recebendo periodicamente!

Muito medo de lugares que nem preveem treinamento. Acho que nem é justo reclamar muito, mas o fato de terem lugares piores não deixa a situação mais agradável.

Add comment junho 23rd, 2010

Diário de férias

1º dia – Hibernação.
Depois que passei o final de semana hibernando, minha mãe me obrigou a tirar coisas que estavam no chão do meu quarto, tranformando minha bagunça organizada numa ordem confusa. Não sei se ainda sei onde as coisas estão. Vou dormir para me consolar.

2º dia.
Compras com a mãe. Só agora fui descobrir a semana nacional de museus: estou como uma louca tentando formar uma agenda de visitação. O dever de casa de Russo que é bom necas.

3º dia: Museu
Das opções de museu que eu escolhi, um não me aceitará mais por lá por ter uma programação voltada só para crianças e o curso que eu aschei interessante no outro lugar era sói para gente que já estava fazendo o curso. Como o Cebolinha, de volta à prancheta de esboço!¬¬

4º dia:
Minha mãe me acordou praticamente derrubando um monte de roupa em mim achando que vou arrumar o armário hoje. Museus, aqui vou eu, tendo vocês programação para mim ou não!!!

5º dia: Médico
Cansaço bateu hoje. Pelo menos descobri que posso não estar totalmente bem, mas não morrerei nos próximos 3 meses, e isso apesar de todas as coisas estranhas que eu tenho é bom. Quero mesmo me  convencer disso.

6° dia:
Furei uma visita importante que eu tinha para fazer  e um cinema para ficar em casa hibernando. Acho que estou ficando muito influenciada pelo livro sobre os tímidos, tá me dando até preguicinha hibernatória!

7º dia:
Chuif. As férias estão acabando… O que posso fazer para dizer que valeu a pena?
Acordar com uma ligação é o equivalente moderno a  acordar com um beijo? Mas consegui esse sonho, realizado… pela minha mãe.

8º dia:
Não dá mais para fugir do trabalho sujo. Fiquei acabada depois de arrumar meia estante de livros, mas agora quero dar uma volta e tem uma greve de ônibus ao meu redor. Também eu nem sabia para onde queria ir…

9º dia:
Parabéns. Consegui ficar doente nos meus dois últimos dias de férias, com um armário e meia estante de livros por arrumar, dever de russo por fazer e novo fora. Nice… ¬¬

E o wordpress deu para ficar de mimimi: O post é meu, pq não posso editar???

10º dia:
Bateu inspiração e finalmente organizei o quarto o suficiente para que possam voltar a varrê-lo. Dever de russo feito, unhas sonserinas (verde e prata)… Estou contente. Até um novo namorado arrumei. Até que não foram más férias! :)

Meu novo namorado

4 comments junho 1st, 2010

A facilidade do mal

Já repararam como é muito mais fácil ser mau do que ser bom?

Qualquer mesquinharia, por menor que seja, tcharã! Você já é mau. Agora para ser bom? Se você faz todo o necessário – o que usualmente já não é fácil – você não fez nada além da sua obrigação!

Convenhamos: O retorno da maldade é muito mais rápido. A única coisa que você pode fazer com o esforço para alcançar a bondade é alimentar um pouco o seu ego, o que não é o tipo de coisa que uma pessoa boa faz, então nem isso. :P

Mas parece que tem uma galera perdida por aí que gosta de desafio, e ainda insiste nessa idéia de bondade. Mas mesmo entre eles há aquele efeito de tentar fazer uma coisa boa e nobre e fazer aquela merda.

E quando se tenta evitar que um mal aconteça então. A maior chance é de conseguir tornar o cenário pior. O jogo roda contra os objetivos nobres.

Mas é algo que eu quero descobrir um dia: Quando é necessário intervir ou quando remexer um assunto só irá piorar as coisas. Será que eu aprendo um dia a participar adequadamente desse jogo que vivemos?

2 comments maio 6th, 2010

Dia mundial do livro

Eu nem sabia que dia 23 de abril era uma data assim tão especial! Doravante o dia de São Jorge será sempre dedicado a leituras vorazes e galopantes!

E adivinha quando eu marquei para pegar a seleção de livros  do sebo de @claudiamello e @roneyb? Pois é, cheguem à mesma conclusão que eu cheguei no twitter!

Creio me minha mãe já estava sentido também as vibrações de tão nobre data: está querendo organizar nossos títulos, cadastrando numa planilhinha nossas preciosidades.

Só tenho que me lembrar de todos os livros que eu gostei da bilioteca daquele adorável casal. Com licença que eu vou imprimir certo post e já volto… ;)

Add comment abril 22nd, 2010

Resultados da quaresma

Lembram das minhas resoluções de quaresma?

Pois bem, nem eu. Resolvi verificar hoje o que me rendeu os 40 dias anteriores à páscoa, começando pelas minhas metas:

  • Seguir o programa do Vigilantes direitinho. Não lembro de ter feito o raio do jornal pessoal por uma semana completa que fosse. Essa meta eu não consegui alcançar, mas estive tentando de novo nesse mês de abril, dando alguma utilidade à agenda (o que está funcionando mais para a vida financeira do que para controle dos pontos, mas abafa). Pelo menos o peso foi mantido no período da quaresma.
  • Fazer exercícios com mais regularidade. Novamente não cheguei a uma meta específica. Se puxei ferro uma meia dúzia de vezes foi muito. Mas pelo menos agora eu tenho uma lista de presença na academia que me dará uma noção de quanto tempo eu venho conseguindo dedicar a essa tarefa por mês.
  • Fazer o tratamento para psoríase direito. Já isso parece ter funcionado. Junto com o aumento no tempo de exposição aos raios UVB (que foram para os fantásticos 110 segundos semanais), o esforço de ser mais mais regular no tratamento está me rendendo a regressão de várias lesões! YES!

Dá para perceber no meu skoob que eu dei uma escorregada na intenção de fugir dos livros de banca: Comprei a coleção inteira da série Nightwalkers , de Jacquelyn Frank quase na páscoa já (tirando o que suponho ser falha da tradução é  bem legal). Outra série digna de nota é Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan, que me deu vontade de voltar a escrever fanfic. Fora os gibis/mangás e um artigo de Simone de Beauvoir.

Estudar mais? Matei aula de russo nesse período, isso esclarece algo? Nem lembro o motivo da gazeta, mas agora estou me esforçando para ser uma boa menina: estou até pensando em retomar os estudos formais!

Ainda nos aspectos que eu tinha esboçado anteriormente, só publiquei quatro posts até agora.  O único que rendeu comentários foi uma fic que eu tinha guardada. Mentira, minha lista de desejos da sebo do Roney também bombou com fantásticos dois comentários.

Mas o meu maior ganho creio que foi conseguir perceber o quanto as pessoas são bizarras! Depois de desistir da carreira de diplomacia me vejo tendo que pratica-la com força.

Além de tudo isso, me aproximei de temas estranhos como fenomenologia, logosofia e psicomagia. Ainda não sei muito sobre nenhum deles, mas todos parecem ter boas ferramentas para se levar a vida e é isso que importa – principalmente nesse abril que apareceu depois da Páscoa!

Add comment abril 19th, 2010

Newer Posts Older Posts


Categories

Links

Feeds

Tags