Filme cabeça que me pagaram para assistir no Festival do Rio em seu último dia no Centro Cultural Justiça Federal. Assistindo lembrei muito de Isaac Asimov e sua Psico-história, e como eu estava tão disposta a trabalhar nisso na época que eu surtei que fiz até um blog.
O filme (documentário?) do canadense Richard Brouillette é um curso de economia em 160 minutos. Foi tanta informação que eu não sei se tenho muito a declarar por aqui. Acho que a única forma de fazê-lo seria desmembrar todos os discursos e ve-los novamente tomando notas.
Muito interessante do ponto de vista da psico história. Deu vontade de novo de trabalhar nisso até, mesmo estando mais lúcida hoje em dia.
E a trilha sonora? O que era aquilo gente? Eu tinha que me controlar para não rir muito alto toda a vez que entravam os textos entre os depoimentos dos economistas, cientistas sociais ou seja lá o nome atual dos psico historiadores que aparecem no filme.
Excedeu totalmente as expectativas. E ainda ganhei carona e lanche indenizatório por ter ido lá!
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novembro 6th, 2009
Hoje é o Dia Nacional da Psoríase, e em homenagem a essa data excepcional (afinal de contas quantas doenças têm um dia só seu?) eu escreverei um pouco sobre essa doença que eu tenho e como ando lidando com isso ultimamente.
Ah, só para explicar por alto, psoríase é uma doença crônica de pele, de fundo multifatorial mas principalmente emocional, que se apresenta com a descamação de áreas da pele. Aliás o nome da doença vem dessa idéia de escama (pso).
Minhas lesões começaram a arder no meio do mês de setembro, então fui pesquisar sobre a doença e encontrei uma associação de portadores aqui no Rio. Além de dicas para portadores, o testemunho bem humorado no site me chamou a atenção.
Mas o que me deprimiu e me levou às lágrimas em pleno expediente creio que foi a notícia de que portadores têm maior risco de complicações cardíacas. Não gosto da idéia dessa pereboríase reduzam de alguma forma a minha chance de sobrevivência. Já é ruim o suficiente que eu fique com vergonha das quase-feridas.
Me organizei para ir a uma das reuniões do grupo, mais especificamente a de 26 de setembro. Se nada mais me valeu, pelo menos com isso agora eu tenho uma carteirinha de alberguista, que fiz para poder aproveitar um pouco o sábado e não chegar na tal reunião como um zumbi como eu faço com o trabalho.
Mas antes de ir, dei uma folheada também no Consenso Brasileiro de Psoríase. Não foi legal saber que no início psoríase era considerada lepra (a atual hanseníase). Bem que me disseram para parar de ler coisas que me entristecem. Pena que, apesar da ignorância ser uma bênção, eu sou curiosa demais para poder usufrui-la.
Comecei a usar esse mês um remedinho que parecia que eu já tinha usado antes, mas esse ficou fedido e preto. Totalmente diferente dos outros que eram sempre clarinhos tipo branco ou perolado. Maínha diz que faz efeito, só que dá preguiça ter que limpar a lambança que fica 10 h depois…
Mas vambora. Ir embora a maledeta não vai por que os remedinhos que me garantem a vida em sociedade agravam a doença, mas pelo menos essa coisa de arder está começando a me deixar vaidosa, já que lambuzar tudo com hidratante parece aliviar o desconforto.
O negócio é achar o lado positivo da coisa, e se não tiver, inventar um. Bom dia da psoríase para vocês, e espero que sejam do tipo que conseguem não ter nojinho dos portadores. Se for, parabéns: você é um espírito mais avançado do que eu e a maioria da população.
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outubro 29th, 2009
Eis então o tema deste ano do Blog Action Day: numa tradução livre feita com meu parco conhecimento ingleizístico resultou Mudança Climática. Novamente me vi com um tema de redação sobre o qual a princípio não tenho nada a dizer. Mas como da última vez que eu me meti com um tema desse gênero (desconhecido, não ambiental) eu achei os resultados razoáveis, vamos tentar:
Como boa leiga no assunto, vou começar tentando entender a expressão: Mudança Climática me remete a problemas com temperatura, chuvas e ventos. A pressão me parece que está relacionada também com a forma como percebemos o clima, mas nunca ouvi falar de nada que tenha afetado a pressão atmosférica então deixa quieto.
No fundo, nos preocupamos com esses temas por um quê de egoísmo. Não estamos nem aí com o planeta ou com os bichinhos, afinal de contas nada disso acabaria com o mundo e tem vários bichos que resistiriam a essas alterações que tanto tememos.
Não que isso não seja um comportamento saudável. Mas me parece que fomos ficando mais sensíveis a esse tipo de interferência em nosso meio ambiente à medida que paramos de acreditar que existe um Deus que organiza tudo de algum lugar. Ou ainda à medida que a sociedade foi evoluindo e começando a poder se dar ao luxo de ter outras necessidades além das essenciais.
Não é que não seja importante pensar em por que está ficando quente em lugares que eram tradicionalmente frios, aparecendo ciclones extratropicais (aka furacões) no Brasil e tudo parece ficar alagado com mais frequencia. Somos uma espécie bem frágil e nossa sobrevivência depende de que tomemos vergonha na cara e usemos os recursos naturais de forma responsável.
Mas isso não é, como aparenta, por nobreza. É uma necessidade nossa, e tem que ser feito.
Tags: Campanhas
outubro 15th, 2009
Mesmo com aquela coisa irritante de ficar contando a história com bilhetes, anotações em palmtops, e-mais e diários que eu já vi em outro livro da Meg Cabot, Todo garoto tem é um romance contemporâneo bem divertido.
Li como bebo água. O fiz em um dia, e olha que foi num dia de semana. Isso quer dizer que eu devo ter lido em no máximo umas 5 horas, nos intervalos de de deslocamento casa-trabalho-casa.
E a ansiedade de voltar a tem aquele volume nas mãos para ver qual seria a nova trapalhada do casal que foge das famílias religiosas para se casar na Itália? E qual será a próxima idéia malsucedida da madrinha cartunista? E qual vai ser a próxima cantada não intencional que o padrinho avesso ao casamento vai passar?
Um ótimo passatempo, realmente!
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outubro 9th, 2009
Livro de Laura Esquivel que comprei sem ter idéia de quem fosse a personalidade-título, junto com Crepúsculo.
A julgar pela capa, achei que fosse mais um daqueles livros sobre a vida das mulheres árabes que eu costumava comprar. Acabei com algo inédito para a minha cultura geral: A história da mulher que serviu de intérprete entre os espanhóis e imperador Montezuma.
A rigor, Malinche é o título de Hernan Cortés, “O amo de Malinalli”. A nativa, escrava depois da morte da avó que a criara, é percebida como falante de uma língua para a qual os estrangeiros ainda não tinham tradutor.
A jovem inicialmente acredita, como muitos dos seus, que aqueles homens sejam enviados de Quetzacoatl, e mais intimamente que eles impediriam os sacrifícios humanos apoiados por Montezuma. Mas aos poucos ela vai percebendo que eles não ligam para o milho, e dão uma importância exagerada ao ouro, as fezes dos deuses.
Laura Esquivel demonstra todo o conflito dessa personalidade da história mexicana. Confesso que me era totalmente desconhecida, mas é muitíssimo interessante.
Ah, e antes que eu me esqueça: Achei e usei como pappel de parede uma foto da árvore que dá nome à heroína, tirada na Nicarágua pelo que pude apurar. Veja lá no álbum do fotógrafo, por que eu tenho preguiça da inserir imagens por aqui!
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outubro 5th, 2009
Voltando para casa um dia desses escuto uma pergunta curiosa feita em tom acusativo por um dos rapazes andando atrás de mim:
- Você não foi batizado no Espírito Santo?
Olhei para trás. Minha língua coçou para responder:
- Não, fui batizada aqui no Rio de Janeiro mesmo!
Tags: Piadinha sem graça
setembro 23rd, 2009
E lá fui eu para mais um evento sobre o qual tomei conhecimento um dia antes! Minha mãe tá AMANDO essas histórias, mas eu tenho que adestrá-la né, fazer o que?
Começou bem com a solidariedade do Roney na reserva da minha camisa, guardando uma G e não uma GG. Não que o local onde essa arrecadação de donativos para a Sociedade Viva Cazuza aconteceu fosse muito propícia ao projeto “estímulo para caber”, uma vez que no Estação República costuma ter rodízio de massas à noite.
[No mais eu não sei o que aconteceu. Eu ainda não fui lá, estou aqui escrevendo isso enquanto faço hora para ir pra lá!
]
No fim das contas não tenho muito o que comentar sobre o evento. Ganhei dois livros. Fugi covardemente de testemunhar um barraco (o que já me desqualifica como jornalista, imagino. Se é que eu já pensei nisso um dia).
E o mais triste: Perdi meu celular no táxi na volta, a pessoa que atendeu ficou de me devolver e até hoje necas. A única coisa que me consolou foram as unhas maravilindas que eu fiz no dia seguinte (nunca me imaginei tão menininha, mas ficou tão bonitinho!)
Tags: Eventos
setembro 20th, 2009
Acabou que eu não falei nada sobre o Blocamp desse ano!
Bom, eu fiquei sabendo dele na véspera. Parece que foi organizado meio em cima da hora mesmo. Mas mesmo assim foi uma agradável surpresa.
Fui preparada para ficar boiando mais do que no ano passado, principalmente por estar tão afastada de blogs e da internet de uma forma geral nos últimos tempos. Os debates que ocorreram pela manhã na arena Conteúdo foram muito interessantes.
Como não tinha direito a programação estimada, acabei perdendo a palestra de amigos queridos na parte de podcast, mas tipo: eu não lido um nada com podcast! Nem ouvir eu ouço. Sem dúvida seria construtivo, mas quando eu sequestrei o cronograma de uma vizinha de auditório eu meio que eliminei essa arena.
Outra coisa massa foi a não-oficina de quadrinhos, da qual eu saí com mais dois livros para a minha pilha de não-lidos. Parte aliviada, parte decepcionada por não ter dado tempo de botar à prova minhas habilidades artísticas.
Ah, dessa vez eu até me propus a sair com o pessoal depois! Olha, evolução!
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setembro 15th, 2009
Olá p-soas.
Já que eu tenho que fazer hora mesmo até o início do Twestival, resolvi tentar escrever um pouco por aqui, para variar um pouco. Uma <cof> resenha. Qualquer coisa é mais interessante que trabalhar não é?
Mas vamos lá:
Nunca liguei muito para as histórias de vampiro. O mais perto disso que cheguei nos livros e gostei foram na série Dark Hunter e mesmo assim lá é tudo diferente. Talvez fale sobre ela um dia desses, mas tenho tentado evitar esse tipo de literatura ultimamente.
Acabei lendo por que eu estava passeando nas Americanas com a minha irmã e fomos garimpar livros entre as promoções lá deles. Infelizmente todas as livrarias que abrem naquele shopping fecham em tipo uns 6 meses, e o sebo mais famoso da região está cada dia mais decadente.
Ela encontrou esse livro e seus olhinhos brilharam. Engoli em seco e comprei o livro, já que é raro vê-la animada com leitura.
Ok, não tá com muita cara de resenha né? Realmente não tenho muito a dizer sobre ele na verdade.
Minha irmã A-D-O-R-O-U. Não sossegou enquanto não botou as mãos nos outros livros da série. E até achou uns 12 capítulos de rascunhos que vazaram. Tá aguardando ansiosamente uma possível continuação.
Quanto a mim, gostei da preocupação que a autora tem nas continuações de não fazer referências obscuras os livros anteriores, quando elas acontecem há um resumo na mesma hora. Achei muito legal da parte dela.
E ao contrario da minha motivadora para ler a série, meu personagem favorito é o Jacob. Botei o protetor de tela promocional do 2º filme com ele aqui no trabalho até descobrir que o ator ainda é menor…
Não tem problema, ele deve aparecer denovo num filme seguinte!
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setembro 11th, 2009
Acabou o período que me permitiu gastar minhas férias vagabundeando em Aenir. Essa semana voltei para o trabalho, e devo confessar que estou até disposta a tentar ser mais profissional e talz.
Até pq levei uma bronca da minha mãe sobre isso. Não parecia muito bronca, mas como a gente não tem prática com isso não sei bem.
Falando em hoje, estive hiperativa hoje. Entendendo, pensando em possibilidades de estudo e curiosa sobre um microtema na reunião que resolveram fazer. Arrumando a mesa e gaveteiro.
Meda. A última vez que eu fiquei assim eu tive aquela epifania e assustei todo mundo. E a atividade não parou quando cheguei em casa.
Muitas idéias rolando de volta. E um que de frustração por ter a sensação de que serão como os planos que se faz à noite e não se tem ânimo de concretizar pela manhã.
Descobri q o BlogcampRJ desse ano será amanhã! Corri para me inscrever, vamos ver se consigo me animar para voltar a fazer alguma coisa com este blog.
setembro 5th, 2009
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