Posts with the tag 'Livro'

Todo o garoto tem

Mesmo com aquela coisa irritante de ficar contando a história com bilhetes, anotações em palmtops, e-mais e diários que eu já vi em outro livro da Meg Cabot, Todo garoto tem é um romance contemporâneo bem divertido.

Li como bebo água. O fiz em um dia, e olha que foi num dia de semana. Isso quer dizer que eu devo ter lido em no máximo umas 5 horas, nos intervalos de de deslocamento casa-trabalho-casa.

E a ansiedade de voltar a tem aquele volume nas mãos para ver qual seria a nova trapalhada do casal que foge das famílias religiosas para se casar na Itália? E qual será a próxima idéia malsucedida da madrinha cartunista? E qual vai ser a próxima cantada não intencional que o padrinho avesso ao casamento vai passar?

Um ótimo passatempo, realmente!

Add comment outubro 9th, 2009

Malinche

Livro de Laura Esquivel que comprei sem ter idéia de quem fosse a personalidade-título, junto com Crepúsculo.

A julgar pela capa, achei que fosse mais um daqueles livros sobre a vida das mulheres árabes que eu costumava comprar. Acabei com algo inédito para a minha cultura geral: A história da mulher que serviu de intérprete entre os espanhóis e imperador Montezuma.

A rigor, Malinche é o título de Hernan Cortés, “O amo de Malinalli”. A nativa, escrava depois da morte da avó que a criara, é percebida como falante de uma língua para a qual os estrangeiros ainda não tinham tradutor.

A jovem inicialmente acredita, como muitos dos seus, que aqueles homens sejam enviados de Quetzacoatl, e mais intimamente que eles impediriam os sacrifícios humanos apoiados por Montezuma. Mas aos poucos ela vai percebendo que eles não ligam para o milho, e dão uma importância exagerada ao ouro, as fezes dos deuses.

Laura Esquivel demonstra todo o conflito dessa personalidade da história mexicana. Confesso que me era totalmente desconhecida, mas é muitíssimo interessante.

Ah, e antes que eu me esqueça: Achei e usei como pappel de parede uma foto da árvore que dá nome à heroína, tirada na Nicarágua pelo que pude apurar. Veja lá no álbum do fotógrafo, por que eu tenho preguiça da inserir imagens por aqui!

Add comment outubro 5th, 2009

A franquia Crepúsculo

Olá p-soas.

Já que eu tenho que fazer hora mesmo até o início do Twestival, resolvi tentar escrever um pouco por aqui, para variar um pouco. Uma <cof> resenha. Qualquer coisa é mais interessante que trabalhar não é?

Mas vamos lá:

 

Nunca liguei muito para as histórias de vampiro. O mais perto disso que cheguei nos livros e gostei foram na série Dark Hunter e mesmo assim lá é tudo diferente. Talvez fale sobre ela um dia desses, mas tenho tentado evitar esse tipo de literatura ultimamente.

Acabei lendo por que eu estava passeando nas Americanas com a minha irmã e fomos garimpar livros entre as promoções lá deles. Infelizmente todas as livrarias que abrem naquele shopping fecham em tipo uns 6 meses, e o sebo mais famoso da região está cada dia mais decadente.

Ela encontrou esse livro e seus olhinhos brilharam. Engoli em seco e comprei o livro, já que é raro vê-la animada com leitura.

 

Ok, não tá com muita cara de resenha né? Realmente não tenho muito a dizer sobre ele na verdade.

Minha irmã A-D-O-R-O-U. Não sossegou enquanto não botou as mãos nos outros livros da série. E até achou uns 12 capítulos de rascunhos que vazaram. Tá aguardando ansiosamente uma possível continuação.

Quanto a mim, gostei da preocupação que a autora tem nas continuações de não fazer referências obscuras os livros anteriores, quando elas acontecem há um resumo na mesma hora. Achei muito legal da parte dela.

E ao contrario da minha motivadora para ler a série, meu personagem favorito é o Jacob. Botei o protetor de tela promocional do 2º filme com ele aqui no trabalho até descobrir que o ator ainda é menor… :( Não tem problema, ele deve aparecer denovo num filme seguinte! ;)

1 comment setembro 11th, 2009

The secret – O segredo (livro)

Começo pelo mais inquietante título que comprei ontem. Inquietante por que eu falei MUITO com meu ex-namorado sobre esse livro quando eu surtei. A ponto dele ter horror da obra de Rhonda Byrne, pelo menos até a vez que a mãe dele leu trechos para mim.

Bem, eu ainda não acabei de ler o famoso livro, mas não acho que o a minha opinião vá mudar nas poucas páginas finais. Vamos às minhas impressões durante a leitura, que não estão em desacordo com o que eu senti quando a minha ex-sogrinha lia para mim:

  • Olhando o “menu” penso: É um bando de desocupado-louco-otário-metido falando.

O conceito geral do segredo que Rhonda revela lembra muito algo que eu já tinha conhecido antes como a lei do “Tríplice Retorno”.

  • A tal lei da atração parece na verdade uma criança implicante e cruel, com essa história de ignorar negativas. Aliás o livro entra em contradição com isso na página 49.
  • The Secret – O segredo é o novo “jogo do contente”?
  • Bom, parece que Jó só foi um pouco pessimista…Então um bebê abortado, uma criança espancada o foram por estarem na porra da “freqüência errada”, por terem pensamentos negativos? Sei…

Surante o surto eu fui exatamente o que o livro sugere: “mestre do universo”. E o que isso me trouxe? Uma dose cavalar de haldol na veia!

Cara, esse livro parece uma lavagem cerebral, um manual de fazer malucos. Ou talvez a palavra certa seja “alienados”.Temo até que forme algo pior, quando se considera que o livro diz que “ninguém irá julgá-lo, nem agora nem nunca”.

Odeio livros que eu tenho que ler armada, tendo que prestar atenção para não ficar acreditando em qualquer abobrinha. E The secret- O segredo, infelizmente é um desses, embora a idéia de ser mais otimista não seja má.

16 comments janeiro 4th, 2009

Compulsão literária

Eu adoro ler, apesar de andar numa fase onde só leio porcaria. Por causa desse saudável vício e da minha parca memória  eu volta e meia me deparo com um problema.

Entro na livraria, banca de jornal ou banca da feirinha de livros:

- Hunnn, esse título não me é estranho. Por quê será?

Bem as alternativas são muitas: Alguém me recomendou, li em algum lugar sobre, estava nos próximos lançamentos de um livro que eu li recentemente… Não tenho dúvidas!

- Môço, se eu levar esses “n” livros aqui por quanto sai? (Ás vezes  isso cola e ganha-se um descontin! :) )

 

Chego em casa toda pimpona. Mostro as recentes aquisições para a família, que só abana a cabeça, como quem diz “Essa não tem mais jeito”.

Quando vou ver no dia seguinte, com os livros novos já “encaixados” na estante eu reparo:

- Ué, a lombada desse livro é igualzinha a desse outro aqui! Deixa eu ver…

 

Droga, odeio quando eu compro livro repetido! Que *#$% de memória!

2 comments dezembro 4th, 2008

Um longo caminho para casa

Tentando fugir do meu readquirido vício em romances de jornaleiro, acabei encontrando esse livro de Danielle Stell.  Lembrei-me imediatamente de Uma criança no inferno, relato real da infância de Dave Pelzer, um dos piores casos de abuso físico infantil dos Estados Unidos.

Foi difícil. Estava me acostumando aos finais felizes dos romances água com açúcar. Interrompi a leitura para começar a rascunhar este post, com a verteza de que valeria a pena um post só para ele.

Desta vez a violência se passa com uma menina. A mãe ainda é a agressora, mas a família é abastada o que não é usual nesses casos. O pai continua sendo um covarde.

Aliás, nesses livros é que se tem noção de o quanto a omissão também é horrível. Dá uma vontade de enfiar porrada também nos pais que não fazem nada para defender seus filhos das agressões. (Embora isso seja uma visão difícil, uma vez que eu mesma raramente não me omito)

Foi com alívio que eu vi o livro sair das agressões e a garota ser enviada para um convento pela mãe. Afinal no outro livro que eu li com essa temática a história era interrompida (era uma trilogia) quando resgatavam o menino, o que deixava o livro só com passagens de violência.

Foi interessante ver ela se fortalecer na sua vocação (era uma hábil escritora) e vencer na vida, apesar de passar por mais violência na vida adulta. Boa leitura. :)

4 comments novembro 26th, 2008

Cisnes Selvagens

E para completar a série de livros que tenho lido recentemente (já que não me ocorre mais nada para postar) temos um livro mais cabeça, tal como o anterior emprestado por uma colega do trabalho. Não é um romançe de banca de jornal, como o título pode sugerir, mas sim um livro-denúncia sobre as condições da sociedade chinesa desde a invasão japonesa até a morte de Mao Tse-Tung.

Aliás esse tal de Mao era um grandessíssimo FDP, que para se manter no poder destruiu seu país e a vida de famílias como a dessas “três filhas da China”. Mostra como o poder pode corromper grandes ideais.

O que me chamou a atenção era a facilidade que era para trocar de nome, só pedir para o pai e pronto! ;)

O livro mescla descrições sobre a situação do país com as histórias de três gerações de mulheres chinesas, desde a época em que quebrar o pé de garotinhas de 2 anos de idade para que eles não passassem de 8 cm na idade adulta era considerado um investimento no futuro da filha. Mostra a vida de uma concubina sortuda (avó da autora, que teve uma casa montada só para si, sem ter que ficar sob o jugo da esposas e outras concubinas) e os problemas que o rituais a serem cumpridos pelas gerações mais jovens com relação a mais velha pode causar.

O crescimento do comunismo no país é narrado através das histórias da autora e de sua mãe. Ambas receberam o nome do título do livro, “Cisne Selvagem”. E todas as três revelam-se perfeitas heroínas.

Recomendo fortemente, para que fique sempre na nossa cabeça o estrago que a sede pelo poder pode ter.

10 comments setembro 12th, 2008

Finanças para empreendedores e profissionais não-financeiros

Eu tenho alguns traumas com livros técnicos. Nunca tive muito saco de estudar por livros, sempre usava as notas de aula e isso sempre foi suficiente para eu me arranjar.

Este livro, de Gustavo Cerbasi, entretanto, superou as expectativas. Com uma linguagem simples e pouquíssimo matematiquês o autor leva o leitor pelos meandros básicos da contabilidade sem que ele fique aterrorizado.

Mais recomendado do que o curso de contabilidade que eu estou fazendo, que até semana passada foi um saco! Mas tenho que fazer por que foi uma indicação do trabalho, mas eu juro que preferia estar em casa dormindo.

É, não sou mais aquela menina estudiosa que ia a tudo que era evento científico que aparecesse. Para mim o máximo agora é nob! ;P

8 comments setembro 9th, 2008

Pequenos Jangadeiros

Resolvi quebrar o meu jejum de livros. Desde que eu “fiquei dodói” meu gosto pela leitura tinha sumido.

Aí eu peguei um livrinho que estava largado pelos cantos por causa da mudança e comecei a utiliza-lo como literatura de banheiro. Um fininho da coleção vagalume chamado “Pequenos Jangadeiros”.

Não tenho muito a dizer sobre ele não. O estilo da escrita me pareceu um pouco estranho, talvez por estar lendo muita coisa da internet nos ultimos tempos e me desacostumado às letras mais fáceis.

[Cuidado, spoilers nos dois próximos parágrafos! Apesar de que acho que todo mundo já leu esse livro, mas não custa avisar...]

Mas uma coisa eu digo: O velho Quinquim atualmente teria ido em cana por ficar caçando jacaré e matando sucuri sem mais nem menos!

E outra: Se fosse escrito hoje em dia duvido que o Velho Quinquim tivesse conseguido entregar os meninos de volta, do jeito que nossa cultura atual está contra os finais felizes.

Então foi isso. Tentarei, a partir de agora, escrever algo sobre cada livro que eu ler. Isso quer dizer que tenho tema para mais dois posts garantidos pela frente ;)

6 comments setembro 7th, 2008

Uma criança no inferno

Eu não contei para vocês, mas um dia desses eu passei nas Sendas e gastei uma pequena fortuna com 5 livros daqueles de R$ 9,99. E Uma criança no inferno é um deles.

O primeiro volume da trilogia narra o período entre 4 e 12 anos da vida de Dave Pelzer, um dos casos mais extremos de violência contra a criança nos Estados Unidos.

O drama autobiográfico começa na década de 60, quando a mãe do pequeno David começou a criar jogos que botavam Jigsaw no chinelo. A lista a seguir mostra como o alcoolismo ajudou castigos usuais em jogos brutais de tortura:

  • –> Castigo do isolamento no canto do quarto – Até aqui tudo certo né? Até a supernany recomenda. Mas continua…
  • –> Castigo do isolamento frente ao espelho – ela esfregava o rosto da garoto no espelho e fazia ficar em frente. Evoluiu para a obrigação de recitar o mantra “Eu sou um menino malvado” antes de ficar imóvel olhando para o espelho. Os irmãos começam a se afastar, temendo serem punidos também.
  • –> Buscas impossíveis – Enquanto o pai estava no trabalho, ela botava os filhos para procurarem algum objeto perdido. Culminou com um bofetão quando o garoto, meses de busca depois, esqueceu o que estava procurando.
  • –> Bêbada, a mãe quebra o braço de David ao esbofetea-lo. Finge que nada aconteceu e simula uma queda do beliche para leva-lo ao hospital.

Até aqui a trajetória de violência é mais ou melhos a conhecida. Só que atualmente os profissionais de saúde são treinados para identificar esse tipo de coisa. Mas nos anos 60/70, o médico que atendeu aquele menino percebeu que a fratura não fôra acidental e acabou tratando o guri sem mais comentários, enviando-o de volta para o filme de terror que a sua vidinha estava se transformando:

  • –> Ele começa a estudar e apesar de ir bem no colégio, a mãe insistia que ele havia “envergonhado a família e merecia severa punição”. Segundo a mãe, ele teria que repetir a primeira série – mesmo ele tendo chegado em casa com um trabalhinho cheio de estrelinha/carilhas felizes. Ficou permanentemente proibido de ver TV e jantar. Foi encarregado das tarefas domésticas e alojado no porão.
  • –> A família costumava acampar no verão. Naquele porém ele foi deixado com uma tia. A tentativa de fuga foi punida num turno de 24 horas do trabalho do pai, com uma sessão que além da baita surra, incluiu a lavagem da boca com sabão e a proibição de falar sem ser solicitado.
  • –> No Natal a mãe diz que Papai Noel havia enviado uma carta dizendo que ele era um menino malvado e por isso não iria receber presentes como os irmãos. O pai dá desenhos de colorir para o garoto e tem uma discussão com a mãe que o acusa de desautoriza-la na educação do “garoto”, termo que a família passa a usar para referir-se a David algum tempo depois.

Isso está horrível né? Piora. Só neste capítulo, a mãe ainda o proíbe de participar do grupo de escoteiros por “ser um mau menino” e o queima nas chamas do fogão.

Mal ou bem, ela ainda tinha algum medo do pai das crianças. Mas com a impunidade se confirmando, ela consegue levar toda a família para o comportamento doentio. O livro continua, mostrando a solitária luta do garoto pela sobrevivência enquanto a mãe aprimora os jogos.

Eu só sei de uma coisa: Desde que eu li este livrinho, Dave Pelzer é o meu herói. Por que virar uma pessoa decente depois de “uma infância fudida” dessas, como diria o Capitão Nascimento, só um cara digno de farda preta.

E para a mãe, eu só imaginava o saco para ela. E para o fraco do pai, que não botou moral na história. E para os frouxos dos vizinhos, parentes e amigos que passaram OITO ANOS vendo a criança ser torturada e NÃO SE COÇARAM!!! Tá certo que nem se falava muita coisa sobre violência doméstica na época, mas a criança aparece toda quebrada e não foi nada? O cara saia para trabalhar e encontrava o filho todo roxo e nada tinha acontecido? Peralá né?

O saco era pouco. Acho que nesses casos a vassoura era necessária também!

20 comments novembro 18th, 2007


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